Argentina sofre , mas vence a Tunisia

Publicado  quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Nada como uma partida tranquila após uma derrota inesperada. Na teoria, a Tunísia era o adversário perfeito para a Argentina atropelar e se recuperar do tropeço diante da França, na segunda rodada dos Jogos Olímpicos. No entanto, na prática não foi bem isso que aconteceu. Como era esperado, a vitória veio por 92 a 69. Mas o calor dos africanos nos primeiros dez minutos de partida não estavam nos planos do técnico Julio Lamas e seus jogadores. Se a atuação apagada do primeiro termpo que terminou em igualdade no placar (40 a 40) não chegou a comprometer o resultado positivo, pelo menos deve servir de alerta para o decorrer da competição.

Se durante dez minutos a seleção da Tunísia já havia assustado os poderosos americanos na segunda rodada, diante de Ginóbilli & cia o incômodo se estendeu por muito mais tempo. Liderados pelo gigante de 2,16m Salah Mejri e pelo ala Makram Ben Romdhane, os africanos envolveram completamente os argentinos no primeiro período e venceram por surpreendentes 14 pontos (28 a 14).

Incrédulos e apáticos, os argentinos tiveram que ouvir poucas e boas do técnico Julio Lamas. A bronca parece ter acordado os hermanos, que voltaram à quadra com outra atitude no segundo quarto. Principalmente Manu Ginobilli. Depois dez minutos apagado e apenas quatro pontos marcados, o ala do San Antonio Spurs chamou a responsabilidade para si e fez nove dos 13 pontos consecutivos que a Argentina fez para diminuir a diferença para apenas um.

Mas bastou Julio Lamas dar um refresco a seu principal jogador para os africanos se animarem novamente e retomarem o controle da partida. O descanso de Ginóbili, então, foi abreviado, e novamente com a camisa 5 em quadra, a Argentina regiu mais uma vez e deixou tudo igual no placar após os primeiros vinte minutos (40 a 40).

Se pelas bandas da Tunísia Salah Mejri e Makram Ben Romdhane continuavam tendo boa atuação, pelo lado argentino Scola e Delfino resolveram ajudar Ginóbili a restabelecer a ordem em quadra. Com os dois afiados no terceiro quarto, rapidamente a diferença aumentou e a seleção de Julio Lamas abriu 71 a 56 no fim do terceiro período.

Mesmo com a vitória encaminhada, o treinador argentino manteve seu trio de ferro em quadra e Ginóbilli, cestinha do jogo com 24, Delfino, com 21, e Scola, com 20, ajudaram a os campeões olímpicos em Atenas 2004 a administrarem a vantagem até estouro do cronômetro.

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