Alex Montgomery e Jheri Booker sao contratados pelo sport

Publicado  quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Alexandria Rochell Montgomery. Este é o nome da segunda jogadora americana contratada pelo Sport para a disputa da Liga de Basquete Feminina 2012/2013. A ala de 23 anos e 1,85m está disputando a WNBA pela equipe do New York Liberty e deve chegar ao Brasil no início do mês de novembro, quando será liberada pelo clube americano para iniciar os trabalhos na Ilha do Retiro.
 
Alex chega ao Sport com a experiência de ter jogado no melhor basquete do mundo. A intenção do treinador Roberto Dornelas é elevar ainda mais o nível técnico da equipe rubro-negra para entrar forte na competição desde as primeiras rodadas, focado na conquista do título. ”Alex vem com uma bagagem que vai nos ajudar muito em quadra. Ela é uma jogadora com características singulares e que vai fazer a diferença em nosso favor durante as partidas, principalmente na defesa”, declarou o treinador.
 
Antes de chegar ao New York Liberty, o novo reforço do Sport passou pelo Georgia Tech University, onde foi escolhida uma das 10 melhores atletas da liga universitária.
 
Alex Montgomery é a nona atleta contratada pelo Sport para a disputa da LBF. Antes dela, o Leão já tinha confirmado os reforços da também americana Jheri Booker, de 24 anos, e das brasileiras Adrianinha, Érika, Franciele, Alessandra, Fernanda Gattei, Luciana Angeloni e Palmira Marçal.
 
Dessas, apenas Alex, Gattei e Erika não poderão estar nesta primeira fase de treinamentos do elenco leonino, marcado para o dia 10 de setembro, em local a ser definido.
 
Adversários – Mesmo com o início da Liga previsto para o dia 3 de dezembro, a comissão técnica rubro-negra já iniciou a análise dos clubes adversários. O Sport está estudando os oponentes por meio de vídeos dos últimos jogos em seus respectivos campeonatos. O objetivo é anular os pontos fortes e explorar as fragilidades das outras equipes. “O basquete está cada vez mais profissional. Estamos atentos a todos os detalhes que envolvem planejamento e forma de trabalho do nosso grupo e dos adversarios”, comentou Dornelas.
 
Dois dos maiores concorrentes ao título da LBF, o São José e o Americana, ambos de São Paulo, são alguns dos clubes que já estão sendo analisados.

Vai e vem da NBA

Publicado  terça-feira, 28 de agosto de 2012


Na troca monstro que envolveu os principais pivôs da NBA( Bynum e Hoawrd) outros jogadores também tiveram que trocar de equipe o que seria um tanto quanto “egoísmo”  da parte de Howard que com seu desejo de sair do Magic acabou causando todo um rebuliço em 4 times e envolvendo vários jogadores, vamos as trocas:
Lakers. Saí: Andrew Bynum
             Chega: Dwight Howard, Earl Clark e Chris Duhon
Philadelphia 76ers. Saem: Andre Iguodala, Moe Harkless e Nikola Vucevic
                                  Chegam: Andrew Bynum e Jason Richardson.
Orlando Magic. Saem: Dwight Howard, Jason Richardson, Chris Duhon e Earl Clark.
                              Chegam: Nikola Vucevic, Arron Affalo, Al Harrington, Moe Harkless
Denver Nuggets. Saem: Arron Affalo e Al Harrington
                               Chegam: Andre Iguodala.
Análise... O Lakers ganhou e muito já que agora tem um quinteto titular fortíssimo além de um banco experiente e competitivo, o 76ers apsota em Evan Turner como um novo Iguodala e ainda recebe um pivô All Star, já o Orlando Magic saiu muito prejudicado, pra temporada 2012-2013 perdeu no total 3 jogadores muito importantes na última temporada, D12 e Richardson envolvidos nessa troca além de Ryan Anderson que foi transferido para o Hornets, para a próxima temporada a equipe deve jogar com um garrafão formado por Al Harrington e Glen Davis que é um garrafão fraco em comparação a maioria dos garrafões da liga, o Denver não ganhou tanto mas também não tinha perdido muita coisa Affalo e Harrington não viviam bons momentos e agora adquiriram um marcador sensacional e jogador a nível de All Star.
Entre os Agente livres: Carlos Delfino foi apresentado como novo reforço do Rockets, Nate Robinson fechou contrato com o Bulls e Jamal Crawford, Lamar Odom e Grant Hill são os novos reforços do Clipers.
Antes de acabar essa publicação eu queria chamar a atenção pro time do Minessota Timberwolves que só poderá contar com os passes geniais de Rubio em dezembro mas mesmo assim soube montar um belo time com o ala Brandon Roy e a chegada dos Russos Shved e Kirilenko, Kevin Love e Nikola Pekovic devem completar o quinteto titular do time nas primeiras rodadas da temporada 2012-2013 é um time para se olhar com bons olhos.

So lembrando que a partir desta semana, comecaremos a postar sobre os elencos dos times da NBA.

Sport com mudancas para o jogo contra o Fluminense

Publicado  sexta-feira, 17 de agosto de 2012

O técnico Gustavo Bueno promoverá algumas mudanças no time do Sport, para a partida contra o Fluminense, no próximo sábado, às 18h30m, no Raulino de Oliveira, em Volta Redonda. Além da entrada de Cicinho na vaga de Moacir, suspenso pelo terceiro cartão amarelo, o treinador também definiu que Willian Rocha assumirá a lateral esquerda. Quem também ganha uma vaga entre os titulares é o atacante Magno Alves, que toma o lugar de Marquinhos Gabriel.

Durante o treinamento desta sexta-feira, no estádio de São Januário, Gustavo Bueno comandou um treino tático e avaliou que o momento é de buscar a tranquilidade. Para o treinador, o grupo precisará manter a calma para enfrentar o Fluminense.

- Nosso momento é difícil, mas não podemos nos abater. Temos que manter a tranquilidade e mesmo que o jogo não comece bem, nos temos que manter o equilibro. Vamos fazer o nosso jogo.

Segundo o treinador, a entrada de Magno Alves no ataque tem um intuito de melhorar o poder de finalização da equipe, que não foi bem contra o Botafogo, na última quarta-feira.

- Nós escolhemos colocar o Willian no lugar do Rivaldo e Cicinho fica com a vaga do Moacir. Já o Magno Alves é uma opção com maior poder de conclusão e nós estamos precisando disso.

Com isso, o Sport deverá ir à campo com Magrão; Cicinho, Diego Ivo, Aílson e Willian Rocha; Tobi, Rithely, Naldinho e Hugo; Magno Alves e Felipe Azevedo.

Acredito que pela primeira vez, o Sport entrara em campo com a forca maxima do elenco e apesar do desentrosamento deve render melhor.

Waldemar Lemos e o treinador do Sport

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Após negociar com Renato Gaúcho e Gilson Kleina, a diretoria do Sport anunciou a contratação de Waldemar Lemos, para assumir o comando técnico do clube. Conhecido por ter um estilo apaziguador, o treinador tentará repetir no Leão da Ilha o mesmo sucesso que teve no Náutico, onde conseguiu levar o clube à Série A no ano passado.
De acordo com o diretor de futebol do clube, Aloísio Maluf, o acordo com Waldemar Lemos terá duração até o fim do ano.
– Chegamos a um acordo e Waldemar é nosso treinador. Foi um nome que agradou à diretoria, e o contrato dele será até o final do ano.
Embora não fosse o primeiro da lista de pretendidos, Waldemar Lemos ganhou força após as dificuldades encontradas para acertar com Renato Gaúcho, tido como o preferido pelos dirigentes. Outro fator que contou a favor do treinador foi o fato de conhecer o futebol pernambucano, onde já passou duas vezes, 2009 e 2011, ambas pelo Náutico.

Após acertar ida para o Sport, o técnico Waldemar Lemos mostrou-se otimista com o desafio de tirar o time da zona de rebaixamento. Confiante, o treinador destaca a satisfação em trabalhar no Leão e assegurou que irá se dedicar ao máximo para devolver ao torcedor a confiança na equipe.

- Será muito bom, estou muito honrado e satisfeito. É uma oportunidade muito satisfatória voltar a trabalhar em Pernambuco, em um clube que tem uma torcida maravilhosa e que nos dará oportunidade de mostrar a nossa forma de trabalhar. Estou bastante otimista e creio que dará certo.

Na avaliação do treinador, o Sport possui um elenco com capacidade de mostrar um bom futebol no Brasileirão.

- Vejo o Sport com um plantel de qualidade, assim como outras equipes do Brasil. Agora, temos que dar oportunidades para a gente trabalhar. Podem ficar certos que vamos trabalhar 24h por dia, com muita dedicação e com muito empenho.

Assim como ocorreu em sua passagem pelo Náutico, Waldemar Lemos também espera contar com o apoio da torcida.

- Gostaria de contar com a torcida e que ela incentivasse o time. Na vida, o importante é ter equilíbrio. Excesso de passado ou de futuro não ajuda em nada. Temos que construir o presente.

Waldemar Lemos estará no estádio Raulino Oliveira, neste sábado, às 18h30m, onde o Sport enfrentará o Fluminense. No entanto, ele irá observar o jogo apenas das arquibancadas, pois o time será dirigido mais uma vez pelo auxiliar técnico e treinador interino Gustavo Bueno.

EUA atropela Argentina na semi-final

Publicado  sexta-feira, 10 de agosto de 2012


O encontro entre Estados Unidos e Argentina nas semifinais do torneio masculino de basquete transformou-se numa tradição recente das Olimpíadas. Começou com uma surpresa de proporções históricas em Atenas 2004, quando os argentinos, comandados pelo atual técnico da seleção brasileira, Rubén Magnano, eliminaram os favoritos: 89 a 81. O troco veio em Pequim, com vitória dos americanos por 101 a 81. No tira-teima desta sexta-feira, em Londres, o jogo ficou equilibrado durante os dois primeiros quartos, porém, no terceiro, Kevin Durant acertou a mão nos arremessos de longa distância e comandou o massacre americano por 109 a 83.

O time de LeBron James e Kobe Bryant garantiu vaga na final de domingo, contra a Espanha, às 11h (de Brasília), em reedição da decisão de Pequim, vencida pelos americanos. Já os argentinos disputarão o bronze contra os russos, às 7h (de Brasília) de domingo.
- Nosso time é melhor do que as equipes americanas dos outros anos. Sempre nos divertimos quando estamos ganhando e assim espero que seja na final contra a Espanha - afirmou Kobe

Embalados pela vitória sobre o Brasil nas quartas de final, os argentinos mantiveram o jogo equilibrado no início, assim como acontecera no confronto da primeira fase, quando os americanos venceram por 126 a 97. Ao fim do primeiro quarto da semifinal desta sexta, os Estados Unidos, que contaram com Kobe Bryant inspirado, tinham apenas cinco pontos de vantagem: 24 a 19. No segundo período, Ginóbili e Delfino fizeram a Argentina continuar no jogo, mas LeBron James não permitia a aproximação no placar. No intervalo, os americanos venciam por 47 a 40.

Na jogada inicial do terceiro quarto, Ginóbili acertou cesta de três pontos e reduziu a vantagem para 47 a 43, empolgando a torcida argentina. Foi a senha para começar o show particular de Kevin Durant. O astro do Oklahoma City Thunder, cestinha da partida com 19 pontos, acertou quatro arremessos de três pontos e acabou com qualquer equilíbrio possível no jogo. Ao fim da parcial, os americanos já ganhavam por 74 a 57.

Com o confronto definido, o quarto final serviu como palco para o espetáculo dos americanos. Nos últimos minutos, os técnicos das duas equipes pouparam seus principais jogadores para as partidas decisivas de domingo. No fim do jogo, os americanos levaram um susto, quando o armador Russell Westbrook torceu o tornozelo e deixou a quadra mancando, direto para o vestiário.

E finalmente eu queria dar as boas vindas ao Cleber, que a partir de agora vai nos ajudar aqui no blog.

Espanha consegue virada sensacional e esta na final das olimpiadas

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Quando perderam para o Brasil, os espanhóis ouviram as reclamações sobre uma "suposta entrega" para fugir dos Estados Unidos numa possível semifinal. Nas quartas, passaram pela França, que perdeu a cabeça ao fim do jogo e fez questão de esquentar a polêmica derrota. Antes de garantir o lugar na final olímpica do basquete masculino, como em Pequim 2008, a Espanha teria a Rússia em seu caminho e a chance de vingar o revés da fase de grupos. Na hora de decidir, a equipe liderada por Pau Gasol mostrou a sua força, reagiu nos dois últimos quartos e venceu por 67 a 59 para assegurar a vaga na final. O plano deu certo. A Fúria só vai enfrentar os americanos, favoritos ao ouro, na decisão. Isso se eles passarem pela equipe da Argentina, algoz do Brasil em Londres, na outra semifinal, marcada para as 17h (de Brasília).
Destaque da equipe espanhola, Pau Gasol anotou um duplo-duplo (16 pontos e 12 rebotes) e foi o cestinha da partida. Calderón, com 14 pontos, também brilhou. Pelo lado russo, Sasha Kaun foi maior pontuador, com 14 pontos. Ponkrashov e Kirilenko marcaram 10 pontos cada.

O jogo começou equilibrado, com as duas seleções desperdiçando oportunidades e mostrando certo nervosismo. Somente com 5m15s, saiu a primeira bola de três, com o russo Ponkrashov abrindo 7 a 4. A partida seguiu amarrada até o fim do quarto. Mas após roubada de bola, a Espanha puxou contra-ataque em velocidade e Ibaka saltou na bandeja para empatar o jogo em 9 a 9. A 10s do estouro do cronômetro, no entanto, Fridzon acertou o arremesso de três e colocou a Rússia em vantagem no primeiro quarto: 12 a 9.

Os russos voltaram animados para o segundo período e ampliaram a vantagem para 17 a 11 em nova cesta de três com menos de um minuto, desta vez de Monya. Mantendo a marcação por zona, a Rússia dificultava a vida da Espanha, que abusava dos erros nos chutes de longa distância. Com 4m40s no relógio, os russos aproveitaram contra-ataque rápido e fizeram 27 a 14 na bola de três de Monya, de novo ele, em passe açucarado de Shved. Nervoso e tentando encontrar seu melhor jogo, o time espanhol não deslanchou. Chegou a diminuir a vantagem da adversária para 11 pontos (31 a 20), mas foi para o intervalo preocupado.

O arremesso certeiro de Rudy Fernandez da linha de três com 20 segundos era tudo o que a Espanha precisava para acordar no terceiro quarto. A partir daí, o time espanhol cresceu. Com Pau, Marc Gasol e Calderón rodando bem no ataque, a Fúria encostou no placar com 7m23s no relógio (35 a 29). A Rússia tentou ganhar moral de novo com a enterrada de Shved, mas a diferença caiu para três pontos após duas cestas de três seguidas, uma com Navarro e outra com Pau Gasol (44 a 41). A partida ficou emocionante. A 4s para o término do quarto, Calderón mostrou que estava com a mão calibrada e acertou a bola de três: 46 a 46.

Os russos tentaram conter a empolgação espanhola no início do último quarto. Ponkrashov fez na bandeja e ainda acertou o ponto de bonificação. Mas parou por aí. Do outro lado, a Espanha respondeu com quatro pontos de Sergio Llull e outra bola de três de Calderón para assumir a ponta: 53 a 49. Pressionada, a Rússia passou a cometer erros no ataque e viu a adversária abrir distância depois de outros arremesso de três de Calderón e a bandeja de Gasol (60 a 50). A essa altura, restou à Fúria cozinhar o jogo, manter a posse de bola e selar a vitória por 67 a 59

Novo criterio para disputar a copa Sulamericana

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A CBF publicou em seu site um esclarecimento em relação ao critério de classificação para a Copa Sul-Americana de 2013. A novidade é que ela pode ter times recém-promovidos para a Série A e até rebaixados para a Série B.

O motivo das alterações é o novo formato da Copa do Brasil, que no ano que vem terá 86 clubes - incluindo participantes da Libertadores - e um período mais extenso. Como as oitavas de final vão coincidir com o início da Sul-Americana, a solução encontrada pela CBF foi destinar à competição internacional times que não estejam na disputa do torneio nacional. Assim, estarão classificados os oito mais bem colocados do Brasileirão de 2012 que não estejam nas oitavas de final da Copa do Brasil.

Na hipótese de as oito vagas não serem preenchidas por clubes que fiquem no máximo até a 16ª colocação, os quatro primeiros da Série B de 2012  passam a ter direito às vagas. Caso também estejam nas oitavas da Copa do Brasil, os rebaixados da Série A de 2012 entram na Sul-Americana.

Os clubes participantes da Libertadores de 2013 estão automaticamente classificados para as oitavas da Copa do Brasil.

Brasil perde da Argentina nas quartas

Publicado  quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Pegar o elevador com os melhores já era missão cumprida. Com jogos de igual para igual, vitórias emblemáticas e feitos impensáveis até pouco tempo atrás, as coisas caminhavam bem, obrigado, para o basquete brasileiro. O problema é que, na entrada da sala VIP, onde só os gigantes circulam, sempre tem um segurança chato e catimbeiro, que insiste em sorrir com o canto da boca, coçar as costeletas e decretar em sotaque portenho: "¡No pasarán!". Nesta quarta-feira, o Brasil foi barrado ali outra vez. Com uma derrota doída por 82 a 77 para a carrasca Argentina, a seleção de Rubén Magnano se despede das Olimpíadas de Londres. E continua procurando uma maneira de se esgueirar pela porta que leva à elite da bola laranja.

Pela primeira vez jogando na Arena North Greenwich, que passa a receber o torneio na fase decisiva, o basquete masculino do Brasil perseguia sua primeira semifinal olímpica desde 1968, quando ficou em quarto lugar. Não deu. Ok, o jejum de 16 anos sem participações nos Jogos foi quebrado, a evolução na quadra foi evidente, mas o tal segurança marrento estava lá de novo, e por trás dele vinham Scola, Ginóbili, Nocioni, Delfino, Prigioni, gente acostumada a castigar quem veste verde e amarelo.

- Tínhamos a expectativa de ganhar, e isso não é uma justificativa, mas estou muito orgulhoso de ter defendido o Brasil nos Jogos Olímpicos. É uma honra trabalhar com esse grupo de jogadores. Infelizmente, nosso sonho acabou, mas temos um novo apetite para o futuro. Todos viveram uma grande experiência aqui, inclusive eu, que já disputei as Olimpíadas antes. Temos que sair do vestiário com a cabeça boa - afirmou o técnico Magnano, que, ao lado de Guilherme Giovannoni na entrevista coletiva, mostrou-se surpreso quando soube que os jogadores não voltaram do vestiário para a zona de entrevistas, como de hábito - falaram apenas com as TVs. O drible lembra o que aconteceu após a eliminação no Mundial de 2010, contra a mesma Argentina, quando só Tiago Splitter passou para dar declarações.

Como não há disputa de quinto a oitavo em Londres, resta aos brasileiros tomar o avião de volta. Assim como fez após cruzar com os hermanos no Pré-Olímpico de Las Vegas em 2007, no Mundial da Turquia em 2010 e na final do Pré de Mar del Plata no ano passado. A Argentina avança para enfrentar os Estados Unidos, que eliminaram a Austrália, às 17h (de Brasília). Na outra semi, às 13h, Espanha e Rússia medem forças - ambos os jogos serão na sexta-feira.

Ponto forte do Brasil, o garrafão falhou na hora da verdade. Tiago Splitter fez apenas seis pontos, Varejão fez quatro, e Nenê adicionou sete. Com aproveitamento muito abaixo do esperado nos lances livres, acertando apenas 12 dos 24 tentados (50%), o Brasil também chutou mal de três (7/23). Magnano lamentou, mas disse que não há o que fazer durante o período de treinos do grupo.
- O aproveitamento de lances livres só tem uma solução: treinar lances livres. E não se treina lances livres em 45 dias de concentração, se treina em 365 dias nos clubes - disse o técnico.

Na gigantesca North Greenwich, ocupar os 20 mil lugares é tarefa árdua para qualquer multidão de basqueteiros. Sobravam lugares azuis vazios nas arquibancadas, mas a parte de cima, mais barata, estava cheia. Foi lá que os argentinos se empoleiraram para cantar o tempo todo, como de hábito. Lá de longe, viram Splitter ganhar o primeiro duelo com Scola, no tapinha inicial. No fim, o argentino triunfaria, mais uma vez como cestinha da equipe, com 17 pontos, seguido pelos 16 de Delfino e Ginóbili. Huertas e Leandrinho comandaram o Brasil com 22 cada.

Foi Huertas que tratou de fazer a primeira cesta com pressa, numa prévia do que estava por vir no período inicial. Scola logo deu o troco com um arremesso por cima de Tiago. Terminou o período com seis pontos, sem errar um chute sequer, mas com duas faltas. Leandrinho também fez suas duas e pouco depois foi para o banco. Mas não fez falta como cestinha, porque Huertas colocou o ataque nas costas. Com 13 pontos, o armador manteve o Brasil à frente quase o tempo todo. Quando Delfino acertou duas seguidas de três, ele respondeu na mesma moeda. E o quarto só não terminou de forma espetacular porque o arremesso de Larry Taylor do meio da rua, no estouro do relógio, carimbou o aro. Para o Brasil, estava bonito: 26 a 23.

Com a mão certeira de Delfino, que pulou para 11 pontos, a Argentina abriu cinco no início do segundo período. E a torcida cantava, cantava, cantava, ignorando a trilha sonora pop a cada bola parada. Nenê enfim se soltou com uma cravada a dois minutos do fim, mas na defesa não conseguia impedir os arremessos de Scola e Juan Gutiérrez. Huertas ainda brilhava no ataque, com 17 pontos antes do intervalo, mas o resto do time não conseguia acompanhá-lo. Leandrinho, figura quase nula, errou dois lances livres a dez segundos do fim do primeiro tempo. E a atuação verde-amarela despencou de nível. Com 14 de Delfino e dez de Scola, os hermanos foram para o descanso vencendo por 46 a 40.

O placar até que não tinha fugido do controle, mas ficou a impressão de que o Brasil esqueceu de voltar para o terceiro quarto. Ligada, a Argentina jogou a vantagem para oito com uma cesta de Nocioni e para dez com uma bandeja de Ginóbili. Chegou a 12, enquanto do outro lado Alex errava bandeja, Leandrinho entortava os arremessos. Magnano ainda tentou mudar lançando Marcelinho Machado, mas não adiantou. O que era uma diferença ameaçou se transformar em abismo quando chegou a 15. Para evitar o pior, a seleção ainda cortou para oito, mas nada além disso. A última bola, de Leo Gutiérrez, ainda ficou encravada entre o aro e a tabela. Igualzinho ao basquete que o Brasil jogava naquele momento. Na virada para o último período, Argentina 64 a 54.

Veio então uma sequência emblemática. Com a chance de cortar para cinco pontos, Machado soltou um arremesso de três em que a bola se estatelou na tabela, sem sequer rapar no aro. Do outro lado da quadra, Scola soltou uma bola suave de chuá e abriu dez de novo.

Ainda assim, a diferença foi caindo. Para quatro com uma cesta de Nenê, na marra. Podia ter ido a dois se Leandrinho não tivesse errado uma bandeja absolutamente livre, mas Alex consertou a lambança em seguida: 70 a 68, faltando quatro minutos. O problema é que, na sequência, o próprio Alex fez uma falta de ataque e chutou torta uma bola de três. Magnano chamou o time para conversar com 2m27s no relógio, meia dúzia de pontos atrás.

Leandrinho calibrou a mão e acertou de três. O jogo ficou tenso, com os dois ataques pensando duas, três, quatro vezes antes de definir. Tanto que já no minuto final, Huertas teve de forçar um tiro de três, que mal bateu no aro. Manu, com a calma dos seus 35 anos, guardou dois lances livres para abrir cinco. Scola fez o mesmo para abrir sete, depois nove. Estava selado o destino brasileiro em Londres. E o cenário não era muito diferente do que vinha acontecendo nos últimos anos: campanha digna que esbarra no incômodo sotaque castelhano.

Brasil vence jogo dificilimo contra a Russia

Publicado  terça-feira, 7 de agosto de 2012

A estrada é assim mesmo, cheia de solavancos. No caminho que leva ao ouro olímpico, não dá para exigir asfalto liso ou tapete vermelho. E a seleção feminina de vôlei sente isso na pele em Londres. Quatro anos antes, foi ao topo em Pequim e mudou seu status no cenário mundial, mas a glória passada não vem carimbada na credencial desta vez. Tudo zerado, assim como as trombadas da primeira fase também zeram na virada para as quartas de final. E o mundo viu outro Brasil nesta terça-feira. Vibrante, buscando cada ponto. E vencendo. Diante de uma gigante Rússia, com metros e mais metros de braços longos, a equipe verde-amarela caiu no primeiro set, ficou atrás de novo no terceiro, mas se mostrou enorme. Agigantou-se e ganhou de forma dramática no tie-break (24/26, 25/22, 19/25, 25/22 e um inacreditável 21/19), vingou a derrota na decisão do Mundial de 2010 e engatou a sexta marcha. Próxima parada: semifinais, a dois passos do bicampeonato olímpico.

Com 27 pontos de Sheilla e 24 de Thaisa, o Brasil superou o trio de "ovas" do outro lado da rede. Shashkova fez 28, enquanto Gamova e Goncharova anotaram 25 cada. Pode ter sido o último ato da gigante Gamova, que deve se aposentar após a eliminação em Londres. No ato final, deu Brasil, para quebrar qualquer tabu pendente. Após duas derrotas para as russas em finais de Mundiais (2006 e 2010) e na semifinal de Atenas 2004, a chave virou.
- No Brasil, sempre colocam esse estigma, de que a gente nunca consegue ganhar da Rússia. Acabou. Foi importante a presença dos torcedores, o jeito como eles se comportaram. A gente precisava de um pouco mais de tranquilidade, e deu tudo certo - afirmou o técnico José Roberto Guimarães, que festejou a vitória heroica com um peixinho na quadra e saiu da quadra visivelmente emocionado.

Fora da quadra, na área das lanchonetes, Gamova está representada numa estátua gigante. Com 2,02m, ela personifica a diferença de altura entre as duas equipes. Na média, a seleção russa que iniciou o jogo era 5cm mais alta do que a do Brasil (1,89m contra 1,84m). Mas Zé Roberto tinha alertado sobre o perigo de outra "baixinha": Goncharova, de 1,94m. Foi justamente ela que puxou o ataque russo no início do jogo. Na primeira pausa técnica, a ponteira já tinha três pontos, e seu país vencia por 8/6. Mas era um outro Brasil em quadra, mais disposto, mais atento, gritando a cada lance. Com duas defesas difíceis de Fabi, uma pancadaça de Garay e um ataque das rivais para fora, o placar virou para 10/8.
Quando Garay atacou para fora, as brasileiras foram ao desespero reclamando de um toque. Fabi pulava feito louca na frente do juiz, que admitiu: a bola tinha batido na trança de uma russa. O espírito era esse: nenhum ponto para o outro lado sairia de graça. E na segunda parada, era o Brasil que vencia. No sufoco: 16/15.

Como Rússia é Rússia, a vantagem trocou de lado outra vez, e, quando chegou a 21/19, Zé tirou Dani Lins para colocar Fernandinha. Deu certo, e veio a virada. Mas o placar era uma gangorra, e, no desentendimento entre Fernandinha e Thaisa, a bola sequer passou da rede, dando às europeias o primeiro set point. Dani Lins voltou na hora e achou Jaqueline para explorar o bloqueio e evitar o pior. Sheilla, que tanto tinha falado das "ovas" na véspera, viu Shashkova acertar e, na sequência, cortou para fora: Rússia 26/24, 1 a 0 no jogo.
 
Sem baixar a cabeça, o Brasil manteve a vibração no início da segunda parcial. Na parada técnica, respirava com certo conforto: 8/5. E o alívio virou domínio em seguida, quando o placar pulou para 13/7. Com dois bloqueios implacáveis, foi a 16/9, maior vantagem de uma das equipes até então. Não foi fácil segurar a pressão, mas funcionou. Teve até lance em que a bola quicou na cabeça de uma distraída Gamova, àquela altura com "apenas" sete pontos. Assim o Brasil chegou ao famoso 24/19, placar que assombrou a seleção em Atenas, quando não conseguiu fechar o jogo contra as próprias russas nas semis. O fantasma deu uma piscada para o Brasil, e as rivais cortaram três pontos. Mas Thaisa virou e espantou o susto: 25/22, tudo igual na partida.

 O terceiro set começou com um rali, e Jaqueline usou bem o bloqueio para colocar o Brasil à frente. O ritmo continuou bom, e quando Thaisa bloqueou para fazer 3/0, Fabi se pendurou nela para festejar. Na parada técnica, o placar era de 8/6, mas Zé Roberto não estava satisfeito: "Tem que ter paciência", pedia às meninas. Ele estava certo, porque a paciência não veio, e a Rússia virou para 13/11. Nem o pedido de tempo em seguida adiantou. A diferença chegou a três pontos na segunda parada: 16/13. Dali em diante, só deu elas. Com uma superioridade impressionante, o time de vermelho se impôs e, com um bloqueio duplo no fim, fechou o set em 25/19.

Veio o quarto set, e logo de cara um 3/0 para a Rússia. Quando fez o primeiro ponto, o Brasil vibrou, mas o risco de dizer adeus ao sonho do bicampeonato já dava as caras na Arena de Vôlei londrina. A vantagem chegou a 6/2 e obrigou Zé Roberto a parar o jogo. A torcida, que andava tímida, apoiou na tentativa de reação. E deu certo. O placar se equilibrou e, numa cortada furiosa de Thaisa, veio a virada para 9/8. Na segunda parada técnica, as brasileiras lideravam por dois. A diferença chegou a 19/16, evaporou em seguida, e voltou a ser de três. Thaisa ainda desperdiçou um saque na rede quanto teve o primeiro set point, mas o bloqueio de Fabiana e Garay fechou a tampa: 25/22. Àquela altura, a torcida no ginásio enchia os pulmões para gritar "O campeão voltou".

Mantendo a confiança lá no alto, o Brasil abriu o tie-break fazendo 2/0. As russas sentiram o golpe e chegaram a trombar na quadra, num erro bobo que jogou o placar para 4/2. Ainda era cedo para festejar, mas Zé Roberto puxava os gritos à beira da quadra, e a vantagem se arrastava magra, sofrida. Com Garay voando na ponta, um refresco: 10/7. Pouco depois, Garay acertou a pancada de novo, e a bola foi muito dentro, mas a arbitragem deu fora, para desespero do técnico brasileiro, que invadiu a quadra para reclamar. A tensão tirou o Brasil dos trilhos. O placar chegou a ficar igualado em 13/13, e a Rússia teve seis match points. As guerreiras de amarelo derrubaram um por um. E viraram. E festejaram. E fecharam um tie-break apertado, sofrido, dramático: 21/19. Festa na quadra, com direito a Zé Roberto dando peixinho no chão.

Se a estrada parecia meio torta, de repente se endireitou. E desde que a seleção chegou a Londres, o sonho do bicampeonato olímpico nunca esteve tão vivo.

Brasil sofre apagao e perde pra noruega no Handebol

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O placar com seis gols de vantagem no segundo tempo encheu a torcida de esperança. O Brasil jogava com segurança e ignorava o favoritismo da campeã olímpica e mundial Noruega. Então, houve o apagão. De novo. Derrotadas por 21 a 19 nas quartas de final, as brasileiras estão fora da disputa por medalhas nos Jogos de Londres. A confiança em quadra deu lugar às lágrimas e ao sentimento de tristeza da seleção com a melhor chance de subir ao pódio olímpico na história do handebol feminino nacional.

- Estou completamente decepcionado com o resultado de hoje, mas muito feliz com a forma como mostramos nosso handebol nas Olimpíadas. Nossa meta era mostrar que somos capazes de lutar pela medalha, mas a realidade é que a Noruega mostrou seu nível. É difícil. Acontece de uma equipe ficar sem fazer gols, mas dez minutos é muito tempo - avaliou o técnico dinamarquês Morten Soubak, que já tem seu contrato renovado para comandar a seleção brasileira até 2016.

A Armadora Duda não resistiu às lágrimas e lamentou a atuação do time no segundo tempo, mas deixou a quadra satisfeita com o conjunto da obra.

- No segundo tempo, caímos. Não foi azar pegar a Noruega, nós estávamos preparadas. Em alguns momentos foi falta de qualidade nossa. Tristeza, é só isso que eu sinto agora. Cair nas quartas de final não era o nosso objetivo, estou triste, mas continuo tendo orgulho de jogar neste time - afirmou a jogadora.
Na semifinal, a Noruega enfrentará a vencedora do duelo entre Rússia e Coreia do Sul, prata e bronze nas Olimpíadas de Pequim, em 2008. O jogo será nesta segunda-feira, às 13h (de Brasília).

O Brasil começou avassalador no primeiro tempo. Alê passou por cima da barreira norueguesa como quem estava apenas treinando. No placar, 8 a 4 nos primeiros dez minutos. Bem posicionada na defesa, a seleção obrigou a adversária a arremessar perto da marca dos 9m. As bolas que foram direto para fora, principalmente vindas de Snorroeggen, e a boa atuação de Chana deram ainda mais segurança. A vantagem de quatro gols foi mantida durante quase todo o período inicial. No fim, as brasileiras abriram um pouco a marcação e permitiram contra-ataques, mas as equipes foram para o intervalo com 13 a 9.

Uma defesa de Chana e dois gols logo no início do segundo tempo mostravam que a seleção ia seguir um caminho tranquilo até a vitória. Então, o apagão. Com o placar em 15 a 9, o Brasil parou de novo, assim como fez no final do último jogo contra Angola. Foram quatro gols seguidos da Noruega.

O técnico Morten Soubak parou o jogo. Deu certo, Silvia quebrou o jejum de gols. No lance seguinte, porém, Alstad também balançou as redes. O clima ficou mais tenso em quadra. Quando o Brasil marcava de um lado, a Noruega logo respondia. A vantagem verde e amarela no placar não passava de dois gols.
Mais ansiosas em quadra, as brasileiras se anteciparam no ataque e erraram muitos arremessos. A diferença no marcador caiu para apenas um gol (18 a 17). Então, a sorte pareceu querer virar. Alstad cobrou um tiro de sete metros, e Chana defendeu. Duda fez nova falta e ganhou suspensão de dois minutos. Tiro de sete metros, e a bola de Johansen foi no travessão.

Mas o Brasil ainda não conseguia marcar. A goleira Grimsbo cresceu no jogo e ganhou status de vilã verde-amarela. Atrás, a defesa abriu, Snorroeggen empatou e Koren virou (19 a 18). O técnico da seleção parou o jogo novamente. Não deu certo. A defesa brasileira não se encontrou em quadra, e as campeãs mundiais não perdoaram: 21 a 19. Foi o adeus ao sonho olímpico do Brasil.

Brasileiros garantem medalha no boxe

Publicado  segunda-feira, 6 de agosto de 2012

O Brasil não conquistava uma medalha olímpica no boxe desde Cidade do México 1968, quando Servílio de Oliveira foi bronze no peso-mosca. Nesta segunda-feira, em Londres, garantiu duas de uma vez. Horas depois de Adriana Araújo acabar com o jejum e se classificar às semifinais da categoria peso-leve feminino (até 60kg), foi a vez de Esquiva Falcão fazer o mesmo, ao derrotar o húngaro Zlatan Harcsa por 14 a 10 nas quartas de final do peso-médio  (até 75kg).
- É um dia histórico. Essa pressão pelo fim do jejum me incomodava. Toda entrevista que eu dava alguém perguntava sobre os 44 anos. A gente perdia, e falavam: "mais uma vez o boxe volta sem medalha". Coincidiu com surgimento do UFC. Agora passou. É uma nova era.

No boxe, todos os semifinalistas sobem ao pódio; portanto, Adriana e Esquiva têm medalhas garantidas mesmo que percam suas próximas lutas, e já asseguraram a melhor participação do país na modalidade na história das Olimpíadas. O Brasil ainda pode conquistar uma terceira medalha, se o irmão de Esquiva, Yamaguchi Falcão, derrotar o cubano Julio La Cruz Peraza nas quartas de final do peso-meio-pesado (até 81kg), na quarta-feira.

- Vou vir aqui torcer por ele. Hoje ele torceu por mim, é muito importante. Estamos dividindo o quarto, vejo que ele está muito bem preparado - conta Esquiva.
Na sexta-feira, Esquiva Falcão enfrenta o britânico Anthony Ogogo por uma vaga na grande final dos pesos-médios, às 11h (horário de Brasília). Ogogo terá o apoio da torcida local, mas leva desvantagem no confronto direto: os dois se enfrentaram no Mundial de Baku de 2011, com vitória do brasileiro por 17 a 12.

Elas tiveram de esperar 108 anos para trocar golpes em solo olímpico. Em um esporte que, ao longo do século 20, rendeu ouros para lendas como Muhammad Ali, George Foreman e Oscar de la Hoya, as mulheres só agora receberam o convite para a festa. E o Brasil teve pressa para levar uma lembrancinha reluzente de volta para casa. A baiana Adriana Araújo, de 30 anos, bateu nesta segunda-feira a marroquina Mahjouba Oubtil por 16 a 12, avançou para as semifinais do boxe (categoria até 60kg) e garantiu uma medalha histórica para o país. Na próxima fase, na quarta-feira, a pentacampeã pan-americana enfrenta a russa Sofya Ochigava. Como as duas perdedoras das semis ganham o bronze, Adriana já tem seu momento de glória assegurado

Além da conquista na primeira participação do boxe feminino nos Jogos, a boxeadora paulista quebra um jejum verde-amarelo de 44 anos. A última medalha do país no boxe olímpico tinha sido em 1968, com Servílio de Oliveira na Cidade do México.
- Só tenho que agradecer. Essa medalha não é só para o Brasil, é para toda a América. Fico feliz por ter sido eu. Agora é me preparar e pensar por etapas, primeiro garantir a prata, e depois lutar pelo ouro. Ainda não peguei a medalha, ela ainda não veio para a minha mão - brincou Adriana, feliz pela medalha garantida, mas concentrada e ciente de que o caminho em Londres ainda não acabou.

Arthur Zanetti consegue o primeiro ouro do Brasil na Ginastica

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Da frieza ao ouro. Arthur Zanetti queria ter a responsabilidade toda em suas mãos, enfaixadas e vermelhas de tanto esforço. Economizou nas eliminatórias para ser o oitavo a se apresentar ali, na final. Foi ao ginásio de aquecimento enquanto o maior dos adversários buscava o bi olímpico. Tudo calculado. Último a se pendurar nas argolas da Arena de North Greenwich, o baixinho de 1,56m desceu dela, deu um passo para trás e abriu o sorriso. Nota 15.900. Tinha desbancado o chinês Yibing Chen, favoritíssimo. A primeira medalha da história da ginástica brasileira em Olimpíadas era dele, um estreante. E de ouro.
- Estou muito feliz porque essa é a primeira medalha do meu país para a ginástica. Trabalhei por muito tempo para conseguir essa medalha - disse Zanetti, em um inglês ainda arranhado, em sua primeira entrevista como campeão olímpico.

Zanetti fecha uma campanha de altos e baixos do país na Arena de North Greenwich. Frustração com o fraco desempenho da equipe feminina; alegria com a inédita final e o 10° lugar de Sergio Sasaki no individual geral. Emoções que apenas prepararam a torcida para a segunda-feira de ouro.

Foi a terceira vez que o Brasil chegou a uma final na ginástica com chances reais de medalha. Em Atenas 2004, Daiane dos Santos, favorita, amargou a quinta colocação após não conseguir frear no pouso. Diego Hypolito, hoje bicampeão mundial do solo, levou o país à primeira final masculina. Caiu sentado: sexto. Em Londres, não passou à final: outra queda, desta vez de barriga, nas eliminatórias.

Ali, nas argolas, o espaço para imprevistos e improvisos costuma ser mínimo. Quase uma matemática: nota de partida + nota de execução. Zanetti traçou uma estratégia. Queria se classificar em quarto para ser o último a se apresentar na final. Trocou um movimento de grau A por um de grau D nas eliminatórias. Fez uma série simples, com execução quase perfeita, a melhor entre os 67 adversários: 9.116 de 10.000. Passou em quarto, com 15.616 pontos. Chen liderou com 15.858 - 6.800 e 9.058 de execução.

Para a final, sim, a série mais difícil. Tão difícil quanto a do chinês. Tática meticulosa para tentar batê-lo. Yibing, "primeiro gelo" em chinês, nasceu no dia em que o pai venceu um campeonato de patinação velocidade. Para Londres, levou o favoritismo em números: duas medalhas de ouro, quatro títulos mundiais (2006, 2007, 2010 e 2011).

- Quando o Arthur ficou em segundo no Mundial, vimos que ele teria de aumentar a dificuldade. Lá, a nota de partida dele era 6.500 e ele perdeu por um décimo. Ou mudávamos, ou iríamos ficar atrás de novo - conta o técnico Marcos Goto.
Frieza era a palavra-chave. Zanetti sabia que o deslumbramento com as Olimpíadas seria fatal. Ouviu conselhos de Diego.
- Aqui, encarei com se fosse uma etapa da Copa do Mundo. No Mundial do Japão, dormi muito pouco à noite. Dormia, acordava, dormia acordava. Trouxe essa experiência para cá.

A grandeza de Chen estava na arena antes mesmo de a competição começar. No telão, imagens de momentos históricos da ginástica em Olimpíadas. E lá estava ele, dividindo espaço com a maior de todas, a romena Nadia Comaneci, primeira a conquistar a nota 10 na história, nos Jogos de Montreal, em 1976.
Mas Londres era, para Zanetti, sinônimo de boas lembranças. Em 2009, ficou em quarto no Campeonato Mundial, em sua primeira grande aparição internacional. Em janeiro deste ano, no evento-teste para as Olimpíadas, levou a medalha de ouro.

Zanetti se enfileirou aos sete finalistas para saudar o público na apresentação, mas saiu logo dali. Queria se aquecer. Não viu Chen, o primeiro a se apresentar. O chinês tirou nota pior do que na estreia, mas ainda assim comemorava. Com 15.800, sorriu. Estava confiante. O brasileiro, ao retornar e ver a nota, não se assustou.

- Pensei: vai ser difícil, mas não impossível.
Chen ficou sentado, com fones nos ouvidos, escutando música. Achava que o ouro era questão de tempo.
- Achei que ele se desequilibrou na chegada - disse, depois do pódio.
Dos oito finalistas, Zanetti, de 22 anos, era o mais baixinho - 1,56m - e o segundo mais jovem.
O argentino Federico Molinari caiu na saída. O russo Balandin e o italiano Matteo se candidataram ao pódio com 15.666 e 15.733. O búlgaro Iordan Iovtchev, aos 39 anos, em sua sexta edição de Jogos, buscava sua quarta medalha olímpica. Pousou de joelhos, mas ainda assim foi aplaudido: 15.108.

Zanetti, todo de azul, deixou o casaco amarelo sobre os ombros, como uma capa de super-herói. Precisaria de um ato heroico para superar o chinês e chegar ao pódio. Teria de beirar a perfeição. Tirou o agasalho, apertou ainda mais os punhos, enfaixados. Passou magnésio nas mãos, enxugou os braços.
Seguiu para as argolas, fez a segunda melhor apresentação da carreira e saiu comemorando. Sabia que em minutos faria história. E fez. Nota no telão: 15.900. Medalha inédita para o Brasil. O chinês ficou com a prata, e o italiano Matteo Morandi (15.733) terminou com o bronze.

Estados Unidos atropela Argentina

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De um lado, cinco campeões olímpicos em Atenas 2004. Do outro, mais cinco campeões olímpicos em Pequim 2008. No duelo dourado do basquete masculino, reservado, coincidentemente, para a última rodada da fase preliminar, os Estados Unidos levaram a melhor sobre os argentinos. Além de ter sacramentado o primeiro lugar do Grupo A, a vitória ianque por 126 a 97 (60 a 59) serviu para espantar mais um fantasma que assombrou o melhor basquete do mundo oito anos atrás, nas Olimpíadas realizadas na Grécia. Na rodada anterior, os americanos já haviam tratado de exorcizar outra assombração daqueles Jogos: a Lituânia.

Com a vitória, os Estados Unidos chegaram aos dez pontos e terão pela frente nas quartas de final a Austrália, que apesar da surpreendente vitória por 82 a 80 sobre a Rússia no jogo de abertura da última rodada, terminou em quarto do B. Já os argentinos, terceiros colocados no A, enfrentarão a seleção brasileira, vice-líder do B, na disputa por uma vaga nas semifinais, possivelmente contra o temido "Dream Team" americano. O duelo sul-americano será na quarta-feira, às 16h (de Brasília). Americanos e australianos se enfrentam na sequência, às 18h15m.

 Assim como na suada vitória diante da LItuânia, os craques americanos apareceram na hora certa. Desta vez, no entanto, a missão de carregar a equipe coube a Kevin Durant, cestinha da partida, com 28 pontos. LeBron James, com 18, e Chris Paul, com outros 17, também se destacaram. Pelo lado argentino, Ginobili, com 16, e Nocioni, com 13, foram os maiores pontuadores.
Se a tarefa diante dos lituanos já havia exigido bastante esforço dos astros da NBA, contra a Argentina a coisa foi ainda mais complicada. Em um primeiro quarto extremamente equilibrado, com várias reviravoltas no placar, os americanos levaram a melhor e venceram por 34 a 32.

O panorama nos dez minutos seguintes não se alterou. Se no quarto anterior Chris Paul e Kevin Durant, que juntos somaram 25 pontos no primeiro tempo, comandaram os atuais campeões olímpicos, no segundo período foi Ginobili e Juan Gutierrez que ditaram o ritmo do jogo. Com os mesmos 25 pontos anotados nos 20 minutos iniciais, a dupla argentina ajudou os campeões de 2004 a diminuírem a diferença no marcador para apenas um ponto (60 a 59).

Acostumados a jogarem com um placar elástico a favor, os americanos trataram logo de resolver a parada na volta do intervalo a fim de poupar seus compatriotas de um sofrimento desnecessário nos minutos finais. Sob a batuta de LeBron James, que anotou nove pontos no período, e Kevin Durant, que seguia calibrado, os Estados Unidos varreram os argentinos por 42 a 17 no terceiro período e aumentaram a diferença, que era de um ponto, para 26 (102 a 76).

Com o dever de casa resolvido, o técnico Michael Krzyzewski se deu o luxo de poupar Kevin Durant, LeBron James e Kobe Bryant. De olho no duelo contra o Brasil, pelas quartas, Julio Lamas tratou de fazer o mesmo e mandou Manu Ginobili para o banco. Com tantos telespectadores ilustres, os "reservas" americanos aproveitaram o restinho de tempo restante para também darem seu show e beliscarem os últimos flashes do espetáculo.

Brasil vence Espanha e pega Argentina e EUA na chave

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Jogar para perder seria castigar demais o espírito olímpico, mas poupar os músculos olímpicos, retomar o fôlego olímpico e até flertar com uma preguiça olímpica, tudo bem. Classificados para a segunda fase, brasileiros e espanhóis entraram em quadra nesta segunda-feira, na Arena de Basquete, sabendo que aquele não seria o jogo da vida de ninguém. A derrota não viria exatamente como castigo - ao contrário, na teoria facilitaria o caminho até a final em Londres. Sem pisar fundo no acelerador durante o primeiro tempo, os dois times aproveitaram para rodar os elencos e tiveram seus momentos de fogo baixo. No fim, a coisa apertou, e o Brasil mostrou que estava disposto a sair com a vitória. Diante de uma Espanha apática, acabou conseguindo, por 88 a 82, com uma virada contundente nos minutos finais pelas mãos de Leandrinho. O "prêmio" pelo esforço é uma estrada ingrata daqui em diante, onde podem estar os dois últimos campeões olímpicos.

Nas quartas de final, a seleção terá pela frente a Argentina, ouro em 2004. O jogo será na quarta-feira, às 16h, Se passar no duelo sul-americano, os brasileiros provavelmente vão encarar os Estados Unidos, campeões em 2008, que enfrentam a Austrália nas quartas.
Ao fim da partida, Rubén Magnano evitou comentar a atitude da Espanha, que levou 31 pontos no último quarto sem a habitual resistência. Mas valorizou a postura do Brasil.
- Eu me sinto muito orgulhoso do que faz minha equipe. Talvez por isso eu seja professor também, para transmitir valores, e não só jogar basquete. Qualquer pessoa que olha essa atitude fica colada com isso. Ninguém vai apontar o dedo para nós - afirmou o treinador argentino.

O ala Alex, no entanto, admitiu que o fim do jogo foi estranho, com os espanhóis deixando espaço para os arremessos que possibilitaram a reação brasileira.
- A gente tem que pensar no nosso. Não dá para entrar num jogo decisivo assim pensando em perder. É esquisito, a gente entrou no último quarto perdendo por nove, e eles foram inventar de marcar por zona. Aí fizemos 31 pontos - lembrou o ala.

O técnico da Espanha, Sergio Scariolo, refutou qualquer possibilidade de ter entregado o jogo no último quarto.
- Conhecendo a minha pessoa, meus jogadores, a minha Federação e o nosso comportamento, levantar essa questão é uma falta de respeito - afirmou.
Com quatro vitórias e apenas uma derrota, a seleção de Rubén Magnano termina em segundo lugar no Grupo B. Por isso, terá pela frente a Argentina, terceira colocada da outra chave, na quarta-feira, às 16h (de Brasília). Quem passar, pegará na semi o vencedor de EUA x Austrália. Se tivesse perdido para a Espanha, a equipe verde-amarela enfrentaria a França nas quartas e provavelmente a Rússia nas semis.

Herói da reação no fim, Leandrinho foi o cestinha brasileiro com 23 pontos, em sua melhor atuação em Londres até agora. Marquinhos fez 13, e Tiago Splitter colaborou com 11. Pelo lado espanhol, os irmãos Gasol comandaram as ações: Pau fez 25 pontos, e Marc fez 20.
Além da intenção de dar ritmo a alguns reservas, o Brasil já começou o jogo com uma baixa: Nenê sentiu dores na planta do pé esquerdo e foi poupado. Do banco de reservas, viu Caio Torres ganhar bons minutos de quadra, assim como Raulzinho, que chegou a ser usado junto com Larry Taylor. Ao fim do primeiro tempo, todos os jogadores do elenco de Magnano já tinham pontuado.

O primeiro quarto foi de domínio espanhol, mas basicamente por causa de um jogador. Pau Gasol colocou o time nas costas, fez 13 pontos e manteve os europeus à frente no placar o tempo todo. A defesa brasileira não sabia o que fazer para frear o pivô do Los Angeles Lakers: Varejão, Splitter, Caio, Giovannoni, todo mundo deu sua parcela de ajuda, mas estava difícil. E Gasol tinha ainda um coadjuvante de luxo, Serge Ibaka, que encerrou o período com um toco fantástico em Larry Taylor: Espanha 26 a 17.
No segundo quarto, a preguiça trocou de lado. Os espanhóis também rodaram bem o elenco, cometeram muitos erros, e o Brasil aproveitou para reagir. A diferença caiu para três num tiro de longe de Giovannoni e chegou a ficar em dois pontos. Nos minutos finais antes do intervalo, contudo, os atuais vice-campeões olímpicos dominaram as ações outra vez e pularam para 44 a 38.

Os irmãos Gasol continuaram castigando o Brasil no terceiro quarto, e a diferença chegou a 11 pontos. Ficou passeando por essa margem, enquanto Marquinhos, Leandrinho & Cia. tentavam encurtar. Até a virada para os dez minutos finais, não deu: 66 a 57.

No início do último período, aí sim, a diferença despencou para quatro. Caio tentou um toco, mas cometeu a falta e mandou Felipe Reyes em cima dos fotógrafos. Era o clima na reta final, quando as duas seleções esquecerarm o caminho "mais fácil" e partiram para buscar a vitória. Leandrinho acertou a mão de três e, com duas cestas seguidas, colocou o Brasil à frente: 75 a 73. Pouco depois, uma roubada valente de Varejão terminou num contra-ataque de Leandrinho para abrir meia dúzia. O ala-armador, aliás, fez dez pontos seguidos para comandar a virada e abrir vantagem. A Espanha parecia entregue, com a defesa aberta. E os brasileiros, que não tinham nada com isso, trataram de fechar o jogo e carimbar a passagem para as quartas feito gente grande.




Adrianinha se despede da selecao com show

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Despedindo-se da seleção brasileira feminina de basquete, Adrianinha parecia estar jogando neste domingo por todos aqueles 15 anos que defendeu a camisa verde-amarela. Apesar de uma campanha frustarante nas Olimpíadas de Londres, a equipe parecia disposta a dar adeus aos Jogos com uma boa atuação. A armadora em especial. Com a ajuda de Clarissa e Erika, ela comandou o Brasil na vitória por 78 a 66 sobre a Grã-Bretanha, no único triunfo do time na competição.
Aos 33 anos, Adrianinha mostrou vontade de estreante desde o primeiro minuto. Dos 19 pontos que o Brasil marcou no primeiro quarto deste domingo, participou de 17, entre cestas e assistências. Mas ela fez mais. Terminou a partida como a terceira maior pontuadora do time, com 15 pontos, e ainda conseguiu um duplo-duplo, dando 12 assistências. Pegou também quatro rebotes e roubou uma bola. Ao término da partida, recebeu o carinho das companheiras.

Adrianinha contou ainda com a grande ajuda de duas companheiras. Clarissa fez outro duplo-duplo para o Brasil, com 16 pontos e 13 rebotes. Erika também foi uma das cestinhas da partida, com os mesmos 16 pontos, pegou oito rebotes e deu seis assistências.

Além de ter garantido ao menos uma vitória na competição, a seleção evitou terminar as Olimpíadas na lanterna do Grupo B, que ficou com as britânicas. O Brasil encerrou sua participação em Londres na nona colocação, à frente de Croácia, Grã-Bretanha e Angola. Em Pequim, há quatro anos, o país também teve uma vitória e quatro derrotas, mas ficou na 11ª posição, à frente apenas do Mali.

Quatro jogos olímpicos e uma medalha de bronze, em Sydney-2000. Com este currículo vitorioso e de alto nível em 15 anos de serviço à Seleção Brasileira, Adriana Pinto Moisés, ou simplesmente Adrianinha, como ficou conhecida a “baixinha” de 1,68m de altura, faz, neste domingo (05/08), contra a Grã-Bretanha, às 18h (horário de Brasília) sua despedida com a camisa verde-amarela. Sucessora de Magic Paula, ela agora passa o bastão a jovens como Joice, de 26 anos, e Tássia, de apenas 20, suas substitutas naturais.

A aposentadoria da seleção já estava nos planos desde antes da convocação do técnico Luís Claudio Tarallo, e foi confirmada por Adrianinha durante o dia à diretora da seleção feminina, Hortência Marcari, que agradeceu os esforços e os serviços prestados pela atleta.

"Conheci a Adrianinha quando ela ainda dava seus primeiros arremessos no basquete, e sempre vi que se tratava de uma grande jogadora. A trajetória dela é de muitas vitórias, garra e dedicação, virtudes importantes em qualquer jogadora. Por isso joga há tanto tempo no alto nível e tem uma medalha olímpica. Ela vai fazer falta à seleção, mas transmitiu sua experiência às meninas, como a Joice e a Tássia, o que certamente vai ajudar muito no processo de transição da posição. Só tenho a agradecer e todos os fãs do basquete também devem agradecer muito pelo que a Adrianinha fez ao país", elogiou Hortência.
 

Nascida em Franca, na capital brasileira do basquete, o primeiro desafio da valente Adrianinha foi encarar a vontade de jogar basquete no meio dos meninos. Não existiam meninas para acompanhá-la, e aos 12 anos ela já sabia o que queria. Fã de Magic Paula e a Rainha Hortência, seu sonho era se tornar jogadora de basquete. Aprimorou o arremesso, a velocidade e muita garra para superar a baixa estatura que a fez ser reprovada no primeiro teste que fez, na equipe do Leite Moça/Sorocaba. Recebeu apoio da família e de sua primeira técnica, Saiuri Ishimura, para não desistir. Então ganhou coragem e tentou novamente a sorte, na Ponte Preta (SP), equipe de Magic Paula. O apoio das mais antigas, da técnica Maria Helena Cardoso e da assistente Heleninha, foram fundamentais.

Neste domingo, já anunciando que faria a última partida pela Seleção Brasileira, Adrianinha lembrou de todas essas pessoas importantes e postou em seu Facebook um pouco de sua história. “Foram 15 anos de Seleção Brasileira. Tive a honra de vestir a camisa e defender o meu país. Através do basquete conheci o mundo, outras línguas, culturas e ótimas companheiras que para mim fizeram parte da minha família”, discursou.

Depois de passar no teste da Ponte Preta e começar a jogar nas categorias de base, chegar às seleções foi um pulo. Adriana foi campeã Sul-Americana Cadete em 1994, ano do título mundial da Seleção Brasileira, e depois vice-campeã Sul-Americana Juvenil e campeã da Copa América, em 1996, ano da conquista da medalha de prata em Atlanta. “Muitas pessoas me ajudaram, mas não posso esquecer as famílias da Karla Costa e da Luciana Perandini. Elas me ofereceram comida e moradia porque não tinha lugar na república do clube (Ponte Preta). Foram elas que alimentaram meu sonho que era jogar basquete”, relembrou.

Adrianinha também citou nomes de diversas ex-companheiras de seleção, em especial a amiga Alessandra, que a ajudou a jogar fora do país – foram passagens pela Itália, Estados Unidos (WNBA), Rússia, França e Croácia. A pivô, em Londres como comentarista da Bandsports, retribuiu, honrada. "Fiquei muito emocionada, porque é uma grande amiga e tenho um enorme carinho por ela e por tudo que fez ao basquete feminino brasileiro".

Técnico responsável por levar Adrianinha à seleção adulta, Antônio Carlos Barbosa lembra com carinho dos momentos que tiveram juntos como treinador e atleta. “É uma vencedora e só quem a conhece sabe das dificuldades que ela superou para chegar ao nível que chegou. Ela jogou comigo 11 anos, talvez tenha sido o técnico que mais tempo a teve como jogadora. Foi um orgulho para mim, desde que chegou ao cadete, em 1996, até 2007, quando estivemos na mesma equipe. Deixa a Seleção Brasileira com uma medalha que é para poucas jogadoras no mundo. Foi em 2000 que a coloquei como armadora titular, passando a Helen para lateral. Ela merece todas as homenagens pelo que foi e representa ao basquete feminino brasileiro”, afirmou.

Armadora mais jovem convocada para as Olimpíadas, Tássia Carcavalli celebrou o período que teve ao lado de Adrianinha, e acredita que ter convivido com ela pode ajuda-la a, possivelmente, se tornar armadora principal da seleção um dia.

"A Adrianinha foi uma grande 'professora' para mim. Foi maravilhoso passar esses meses treinando ao seu lado. Aprendi os mínimos detalhes da posição, o que devo e não devo fazer. É um espelho para mim, me inspira muito para conseguir assumir a armação da seleção um dia e honrar essa camisa por tanto tempo e da mesma forma como ela. Espero um dia chegar ao mesmo nível dessa grande jogadora e ótima pessoa".

Depois de passar pela WNBA e diversos países da Europa, Adrianinha deixa a Itália para voltar ao Brasil. Ela, Érika, Alessandra e Francielle encabeçam um projeto ousado do Sport Recife, tradicionalíssimo clube de futebol de Pernambuco, que vai jogar a próxima temporada da LBF.

Brasil atropela a China no Basquete

Publicado  sábado, 4 de agosto de 2012

Trinta e um anos, 2,29m de altura, muitos quilos sobrando pelo corpo, e um tornozelo que parece feito de porcelana chinesa. Yao Ming estava no ginásio, mas de camisa social, cumprindo suas funções de jogador aposentado e comentarista na tribuna de imprensa. A poucos metros dali, na quadra da Arena de basquete, a China sentia falta dele. E o Brasil aproveitava para passear. Após a derrota cruel para a Rússia, com cesta espírita nos segundos finais, a seleção de RubénMagnano pegou um adversário que não assusta ninguém e teve seu primeiro jogo realmente tranquilo nas Olimpíadas de Londres. Venceu por 98 a 59 e turbinou o encontro com a Espanha, na segunda-feira, que deve decidir a vice-liderança do grupo B. E Yao que se vire para explicar a derrota humilhante em bom mandarim.

Classificada para as quartas de final, a equipe verde-amarela fecha a fase contra os espanhóis na segunda, às 16h (de Brasília). Com a invicta Rússia garantida em primeiro, o duelo vale o segundo lugar da chave, que pode render um cruzamento com a Argentina nas quartas e, caso passe, um confronto com os Estados Unidos nas semifinais. Quem ficar em terceiro pode pegar França e, se passar, Rússia.

- Deu para soltar mais alguns jogadores, inclusive eu, e usar outros que não vinham jogando tanto. Já, já, a gente vai precisar muito deles. Estamos crescendo. A estreia foi bem tensa, no segundo jogo já melhoramos um pouco, e contra a Rússia nem se fala. Hoje começamos muito fortes, e isso facilitou - afirmou o ala Marquinhos, cestinha brasileiro com 14 pontos. Leandrinho e Giovannoni colaboraram com 13 cada, Tiago Splitter fez 12, e Marcelinho Machado ajudou com dez. Anderson Varejão fez nove pontos e liderou os rebotes com 13. O cestinha chinês foi Fangyu Zhu, com 13 pontos. O astro Yi Jianlian teve atuação discreta, com cinco pontos e seis rebotes.

Yao Ming não estava em quadra, mas Bob Donewald Jr estava à beira dela. O técnico da seleção da China é o polêmico americano que já passou pelo time do Guarujá, em São Paulo, e foi um dos pivôs de uma pancadaria num amistoso em 2010. Na ocasião, o Brasil era representado pelo time de Joinville, e o jogo contra a seleção de Donewald acabou em briga generalizada, à beira de um incidente diplomático.

Desta vez, o espírito olímpico não tem do que reclamar. A partida transcorreu sem sobressaltos, e desde o início o Brasil abriu a vantagem que garantiu o conforto para o restante do duelo. O lance que abriu o jogo até deu a entender que a tarde não seria fácil. Varejão precisou brigar por várias sobras de bola até subir e fazer 2 a 0. Foi só para soltar. Com direito a duas cravadas de Splitter, o placar pulou rápido para 11 a 3. Cortando a defesa chinesa feito faca na manteiga, o Brasil contou com boas atuações de Tiago e Leandrinho para fechar a parcial em 25 a 9.

No segundo quarto, um pequeno susto. O ataque emperrou, e a seleção demorou quatro minutos para fazer uma cesta. Veio numa enterrada de Nenê, que mais uma vez saiu do banco, como tem acontecido ao longo do torneio em Londres. Na metade do período, já cabiam duas dezenas de pontos no abismo entre um time e outro. Leandrinho ainda tentou um lance espetacular, arremessando por trás da tabela, mas a bola quicou no aro e não entrou. Nem era preciso. Dominando a tábua de rebotes, o Brasil foi para o intervalo com 42 a 21 no bolso.

Quando voltou do vestiário, nada de pé no freio. A vantagem passou da casa dos 30, enquanto Yao Ming continuava gastando seu mandarim na transmissão chinesa, certamente sem muitas explicações para o que acontecia na quadra. Na virada para o quarto final, o placar já era de 70 a 38.

Desta vez, o espírito olímpico não tem do que reclamar. A partida transcorreu sem sobressaltos, e desde o início o Brasil abriu a vantagem que garantiu o conforto para o restante do duelo. O lance que abriu o jogo até deu a entender que a tarde não seria fácil. Varejão precisou brigar por várias sobras de bola até subir e fazer 2 a 0. Foi só para soltar. Com direito a duas cravadas de Splitter, o placar pulou rápido para 11 a 3. Cortando a defesa chinesa feito faca na manteiga, o Brasil contou com boas atuações de Tiago e Leandrinho para fechar a parcial em 25 a 9.

No segundo quarto, um pequeno susto. O ataque emperrou, e a seleção demorou quatro minutos para fazer uma cesta. Veio numa enterrada de Nenê, que mais uma vez saiu do banco, como tem acontecido ao longo do torneio em Londres. Na metade do período, já cabiam duas dezenas de pontos no abismo entre um time e outro. Leandrinho ainda tentou um lance espetacular, arremessando por trás da tabela, mas a bola quicou no aro e não entrou. Nem era preciso. Dominando a tábua de rebotes, o Brasil foi para o intervalo com 42 a 21 no bolso.

Quando voltou do vestiário, nada de pé no freio. A vantagem passou da casa dos 30, enquanto Yao Ming continuava gastando seu mandarim na transmissão chinesa, certamente sem muitas explicações para o que acontecia na quadra. Na virada para o quarto final, o placar já era de 70 a 38.

A fome continuou no último período, com um toco espetacular de Varejão, que o locutor do ginásio creditou para Splitter. Sem problema, já que o pivô catarinense era um dos melhores em quadra, com 12 pontos àquela altura. Os chineses não se encontravam, erravam lances bobos, e o Brasil aproveitou para emplacar uma vantagem avassaladora. Quebrou a casa dos 40 de diferença com uma cesta de três de Marquinhos. Yao, com seus fones de ouvido, já recolhia os papéis na mesa. E a trupe de Magnano tomava fôlego com autoridade para encarar os espanhóis na segunda-feira.


Lituania joga bem, mas cochila no fim e perde para os EUA

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O dia 21 de agosto de 2004 foi apenas mais um na vida da maioria dos jogadores do time de basquete americano que está em Londres para a disputa dos Jogos Olímpicos. Alguns, como Anthony Davis, somente com 11 anos, James Harden, com 14, além de Kevin Durant e Russell Westbrook, com 15 cada, eram apenas adolescentes e sequer poderiam imaginar que um dia estariam representando os Estados Unidos nas Olimpíadas. Mas para os astros LeBron James e Carmelo Anthony, que, aos 20 anos, eram as maiores promessas do maior basquete do mundo à época, a data ficará marcada para sempre. Afinal, a derrota para a Lituânia por 94 a 90 naquela segunda-feira fatídica foi apenas uma das três que o time americano sofreu em Atenas - as outras duas foram para Porto Rico e Argentina. Oito anos depois, as duas seleções voltaram a se encontrar em solo olímpico. Desta vez, na capital britânica e com um roteiro bem diferente. Hoje, craques consagrados e campeões olímpícos em Pequim 2008, Carmelo e LeBron fizeram a diferença e impediram que o raio caísse duas vezes no mesmo lugar com os 40 pontos marcados na vitória por 99 a 94 (55 a 51) sobre os europeus.

Com 20 pontos cada, os craques do Miami Heat e do New York Knicks foram os principais nomes da suada vitória americana. Kevin Durant, com outros 16, também teve boa atuação. Cestinha da partida com 25 pontos, o ala Linas Kleina foi o destaque pelo lado lituano. Os americanos voltam à quadra na segunda-feira, às 18h15, contra os argentinos.

Sem o mesmo brilho de oito anos atrás, a Lituânia, que vinha de duas derrotas consecutivas na competição, entrou em quadra na esperança de que a artilharia americana tivesse sido toda gasta no massacre de 156 a 73 diante dos nigerianos. Os lituanos, no entanto, ficaram apenas na vontade. LeBron, Carmelo & Cia. ainda tinham muitos cartuchos guardados e anotaram 33 pontos contra 25 dos europeus no primeiro quarto.

Nao diria que essa otima partida da Lituania contra os EUA foi uma zebra, ate porque tem um otimo time, agora estao subestimando demais a selecao lituana e so comecaram a perceber que tem um bom time agora. Uma coisa e certa, todos os times que passaram para as quartas sao muito fortes.

O roteiro não era exatamente o mesmo de 2004, mas a ressaca de bolas de três pontos dos americanos era evidente e deu uma forcinha para que a partida não fugisse do controle dos lituanos. Liderada por Linas Kleiza, os europeus apresentavam um basquete muito melhor que nos jogos anteriores e terminaram o primeiro tempo apenas quatro pontos atrás dos campeões olímpicos (55 a 51).

Se o cenário no segundo período já havia sido bem mais bonito do que os lituanos imaginavam antes de a bola subir, os dez minutos seguintes levaram os rapazes comandados por Kestutis Kemzura a voltarem no tempo e acreditarem que a improvável vitória de 2004 poderia se repetir. Quando o placar marcou 69 a 69, então, o sonho se tornou mais real do que nunca. O empate, porém, parece ter acordado o time do técnico Michael Krzyzewski, que anotou nove pontos contra apenas três dos lituanos e terminaram o terceiro quarto vencendo por 78 a 72.

O que parecia apenas um susto para os americanos se tornou um drama nos dez minutos finais. Sem responsabilidade e nada a perder, os lituanos foram para cima e passaram a frente (84 a 82) com uma cesta de três pontos a menos de seis minutos para o último estouro do cronômetro.

Àquela altura, a vitória de oito anos atrás parecia tomar forma. Foi quando LeBron James chamou para si a responsabilidade, anotou 14 pontos no último quarto e mostrou por que foi eleito o jogador mais valioso das finais da última temporada da NBA para assegurar a quarta vitória americana em Londres.

Russia vence Espanha e e lider do grupo no basquete

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A seleção de basquete da Rússia segue aprontando nos Jogos Olímpicos de Londres. Depois de derrotar o Brasil com um arremesso de três pontos a 4s do fim da partida, a equipe russa mostrou novo poder de reação para superar a Espanha por 77 a 74, chegar aos oito pontos e assumir a liderança do grupo B com 100% de aproveitamento em quatro partidas.

A Espanha fechou o primeiro tempo vencendo por 40 a 32, mas deixou o ritmo cair no terceiro período (56 a 53 para a Rússia) e acabou amargando a derrota. Algoz do Brasil, Vitaliy Fridzon, conhecido como Fri, foi o cestinha da partida, com 24 pontos. Pelo lado espanhol, Paul Gasol foi o principal pontuador, com 20.

Com a vitória russa, o Brasil (cinco pontos) fica com a obrigação de derrotar os espanhóis na última rodada do Grupo B, na segunda-feira, às 16h, para se classificar em segundo lugar. A seleção do técnico Rubén Magnano ainda entra em quadra neste sábado para encarar a China.

Grupo A

Neste sábado, a França derrotou a Tunísia por 73 a 69, garantiu a terceira vitória em Londres e ocupou a ponta da chave, com sete pontos, até os Estados Unidos baterem a Lituânia por 99 a 94 e reassumirem a liderança com oito pontos. A Argentina, com cinco pontos, está em terceiro no grupo e fecha a rodada diante da lanterna, a Nigéria.

Sport contrata pivo Erika da selecao brasileira

Publicado  sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Depois de anunciar Adrianinha, Alessandra e Franciele, o basquete feminino do Sport apresenta seu mais novo reforço para a disputa da Liga de Basquete Feminino (LBF): a pivô Érika, atualmente na Seleção Brasileira Olímpica. A jogadora acertou tudo antes dos Jogos de Londres e fez o pedido agora para anunciar a sua volta ao basquete nacional.

A carioca Érika Cristina de Souza tem 30 anos e tem um currículo vitorioso. Foi vice-campeã Mundial Sub-21 na Croácia, em 2003, e integrou a Seleção Brasileira nos Jogos Olímpicos de Atenas de 2004 e nos Campeonatos Mundiais de Basquete de 2002 e 2006. Foi campeã da WNBA em 2002 pelo Los Angeles Sparks. Em 2011, Érika foi eleita MVP da Copa América de Basquetebol de 2011, torneio classificatótio para as Olimpíadas de Londres em 2012

Ainda defendendo a Seleção Brasileira, Érika aguarda com ansiedade seu retorno ao basquete brasileiro e vibrou ao conhecer o projeto do Sport, com seus grandes reforços para a disputa da Liga

“Desde que recebi a proposta do Sport do Recife fiquei muito emocionada em ter a possibilidade de voltar a jogar no Brasil, e principalmente em fazer parte de um projeto que tem tudo para ser vencedor. Ter jogadoras como Adrianinha, Alessandra, Palmira, Franciele e ter o suporte da maior torcida do nordeste é algo que me motiva ao máximo”, afirmou.

Sobre o Campeonato Nacional, Érika acredita que será bem equilibrado, mas aposta na força da torcida leonina. “Tenho a certeza de que teremos um campeonato equilibrado e que nós vamos retribuir o investimento dos patrocinadores, o trabalho dos dirigentes e, principalmente, a força que tenho certeza de que virá dos torcedores leoninos”, finalizou Érika.

Cielo e bronze e Fratus, quarto

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O olhar era de desolação. Depois de quatro anos de domínio absoluto nos 50m livre, foi difícil olhar para o placar e ver que a coroa lhe tinha sido tirada. Enquanto Florent Manaudou se assustava ao perceber o que tinha acabado de fazer, Cesar Cielo tentava aceitar que seu esforço não tinha sido suficiente para vencer a prova. Queria o bicampeonato, se igualar a Alexander Popov e Gary Hall Jr., mas teve de se contentar com a medalha de bronze. O francês não era cotado como um dos favoritos. Fez o melhor tempo da vida (21s34) e derrubou o rei. O americano Cullen Jones ficou com a prata (21s54), seguido por Cielo (21s59). Dois centésimos depois chegou Bruno Fratus.

O rosto entregava o que as palavras tentavam esconder. Cielo estava chateado, sem entender muito bem o que tinha acontecido. Apostou na véspera: a briga pelo ouro ficaria entre americanos e brasileiros. Nunca com Manaudou, que tinha passado à final com o sexto tempo. A surpresa foi grande. Cielo não achou que tenha nadado tão mal, mas ao mesmo tempo dizia não estar totalmente satisfeito. Repetia que não estava totalmente triste, embora não tenha contido as lágrimas quando viu os pais na arquibancada.


- Não foi uma tristeza completa porque peguei medalha. Acho que poderia ter feito melhor sim, pelo menos o melhor tempo da minha vida (21s38 sem os trajes). Mas o francês fez uma grande prova e mereceu ganhar. Fiz o melhor que tinha desde a baliza até a parede. Fiquei a dois décimos do meu melhor, mas infelizmente não deu. Acho que o cansaço acabou comprometendo. Fui o único dali dos oito que nadou os 100m livre desde as eliminatórias e fui direto para os 50m. E nos 50m você precisa estar descansado de outras provas. Quando chegou a hora de nadar essa prova, eu já estava um pouco queimado de velocidade e faltou um pouquinho para conquistar o ouro - disse Cielo.

Recordista mundial da distância, o brasileiro admitiu que as pernas não responderam ao seu comando como de costume. A prova no bloco não foi tão boa. Chegou até a pensar que tinha batido na borda na frente de Cullen Jones, que contou com a torcida de Kobe Bryant & Cia. Não deu. Em Pequim-2008, Cielo passou pela mesma rotina. Nadou primeiro os 100m e depois os 50m. Subiu ao pódio nas duas. Desta vez, o aproveitamento não foi o mesmo e o fez repensar a escolha.

- Acho que eu não nadaria os 100m livre. Acho que não seria necessário gastar minha energia na prova dos 100m, mas a gente arriscou e esta aí o que aconteceu, não dá para voltar atrás. Agora é tentar melhorar e pensar nas próximas competições, nessa agenda, ver se vai valer a pena nadar. Quero pensar um pouquinho em férias e depois pensar no que fazer para melhorar, já que o francês está nadando bem. O que importa é que ganhei mais uma medalha importante e bola pra frente.

No pódio, Cielo cumprimentou Manaudou. O nadador de 21 anos, até então conhecido como o irmão caçula da medalhista olímpica Laure, não sabia se ria ou se respirava fundo durante a cerimônia de premiação. Parecia não esperar estar ali. Mas mostrou que aprendeu direitinho as lições dadas por Fred Bousquet, ex-recordista mundial. Foi com o cunhado, um dos principais rivais do brasileiro, que ele aprendeu a nadar melhor a prova.

- É uma boa surpresa conquistar essa medalha. Fiz o melhor tempo da minha vida e fui campeão olímpico com a mesma idade que Cielo em 2008. Estou muito surpreso e feliz. Sobre o segredo de ser tão rápido, sinceramente não sei. Eu cheguei aqui para entrar na final, em que raia fosse. E talvez, por não estar nas três raias principais, tenha ficado mais relaxado. Aprendi a nadar os 50m com o Fred e depois desenvolvi meu estilo - afirmou.

Rafael Silva ganha o bronze no judo

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Foi na última luta, no golden score. E pelas mãos de um gigante. Rafael Silva, carinhosamente apelidado de "Baby", fechou a conta. Um bronze de peso, do pesado (acima de 100kg). O paulista de 25 anos, que começou a lutar apenas aos 15, abocanhou a quarta medalha do judô brasileiro nos Jogos Olímpicos de Londres, recorde do país em uma mesma edição, meta antes do início das Olimpíadas.

O sul-mato-grossense Baby venceu Kim Sung-Min, da Coreia do Sul, para assegurar a medalha histórica, a primeira do país em sua categoria. O feito veio com doses extras de tensão: Rafael Silva foi ao golden score (três minutos de morte súbita) em suas quatro últimas lutas; na que valeu o bronze, venceu por yuko, pontuação mínima do judô, graças ao acúmulo de shidos (advertências) contra seu adversário.

Quatro era o número mágico estipulado pela Confederação Brasileira de Judô (CBJ) antes das Olimpíadas de Londres 2012. Ney Wilson, coordenador técnico da seleção, não aguentou ver a luta ao vivo. Ficou na área de atletas, assistindo por um monitor. Baby era a última "munição". Pouco antes, Suelen Altheman fora derrotada na disputa do bronze.

As esperanças estavam em um gigante de 2,03m e, hoje, 168kg. Apenas o francês Teddy Riner é mais alto. Um centímetro. Favoritíssimo, foi ele quem subiu no mais alto degrau no pódio em Londres. Venceu o russo Alexander Mikhaylin na final.
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Baby foi revelado em um projeto para caçar pesados. Um gigante que fica ainda maior ao lado baixinho Luiz Shinohara, o técnico, de 1,65m.

- Tento ficar mais atrás - brinca Shinohara.

Depois da derrota nas quartas de final, na bandeira, Baby quase tombou. Tiago Camilo, prata em Sydney 2000 e bronze em Pequim 2008, foi até ele. E tentou levantar amigo o grandalhão.

- Bandeira é sempre complicado. Você sai com aquele gostinho  "podia ser minha"

Yuko no golden score


A luta começou estudada, com ambos os judocas trocando toques embaixo sem arriscar entradas por mais de um minuto. Kim tentou a primeira queda, com um seoi nage, mas nem tirou o brasileiro do chão. Baby girava, tentava um toque aqui, outro ali, para desestabilizar o sul-coreano. O o-soto-gari, eficaz nas primeiras lutas do dia, foi bem defendido pelo adversário. O tempo passava, e nenhum dos dois pontuava, nem levava punições. O primeiro shido, para ambos, veio apenas com 1m35s restando.

Kim passou a ser mais ativo, tentando provar aos árbitros que estava tentando. O o-soto-gari de Baby foi novamente bloqueado. Na tentativa de um contragolpe, o sul-coreano desequilibrou o brasileiro, que girou para não cair. Em seguida, os papéis se inverteram: Rafael derrubou, e Kim girou, como um gato. Mais alguns segundos de tentativas frustradas, e Baby voltou ao golden score, pela quarta luta consecutiva.

Mais do mesmo. O brasileiro quase encaixou um o-soto-gari a 2m30s do fim, mas Kim se defendeu novamente. Outra tentativa falhou por pouco em seguida. O sul-coreano não queria luta. O árbitro central interrompeu com 1m47s para o fim, chamou os auxiliares e pediu para os judocas ajeitarem seus quimonos. Era o sinal de que viria a punição. Após segundos de tensão, a confirmação: shido para Kim, somando um yuko para Baby e garantindo o bronze inédito para os pesos-pesados do Brasil.

Com quatro medalhas, a seleção brasileira de 2012 superou os desempenhos de Los Angeles 1984 (uma prata e dois bronzes) e Pequim 2008 (três bronzes) para se tornar a mais vitoriosa em Olimpíadas. Além de Baby, Felipe Kitadai (peso-ligeiro, até 60kg) e Mayra Aguiar (peso-meio-pesado, até 78kg) levaram bronzes, e Sarah Menezes (peso-ligeiro, até 48kg) conquistou o único ouro da campanha. Ney Wilson, que estipulou a meta, confessou nervosismo e apreensão nos momentos decisivos.

- Foi muito duro, muito apertado, na última luta. Nem consegui ver, fiquei aqui no canto. Em alguns momentos, ficava aquele "pode ser, pode não ser". Mas trabalhar com metas é sempre importante. Eu sabia que poderia falhar, mas estava confiante. A equipe tem muito potencial, e poderia ter chegado a até mais medalhas - declarou o dirigente.

O pódio do peso-pesado masculino (+100kg):

1º Teddy Riner (FRA)
2º Alexander Mikhaylin (RUS)
3º Rafael Silva (BRA)
3º Andreas Toelzer (ALE)


Cesar Cielo e Bruno Fratus surpreendem e estao na final dos 50m livres

Publicado  quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Cullen Jones foi para cima. Era só semifinal, mas parecia briga pela medalha de ouro. Na raia ao lado, Cesar Cielo entendeu que não podia poupar nada e topou o desafio com o amigo americano. Completaram os 50m livre com o mesmo tempo (21s54), riram ao ver o resultado, trocaram cumprimentos e marcaram um novo encontro para esta sexta-feira, às 16h09m (de Brasília). Agora, valendo medalha. Para o brasileiro estará em jogo o segundo título olímpico consecutivo. De olho nela também estão Anthony Ervin e Bruno Fratus, os outros dois adversários que Cielo coloca como favoritos. Campeão olímpico em Sydney-2000 empatado com Gary Hall Jr., Ervin ficou sete anos sem competir e voltou a nadar no ano passado. Nesta quinta, ficou atrás apenas de seu compatriota e de Cielo (21s62). Um centésimo melhor do que Fratus, que garantiu a quarta vaga com o melhor tempo da carreira.

- Nos 50m não dá para poupar, dá para tirar um pouquinho em alguns detalhes. Agora é hora de descansar, dar uma baixada na pilha que eu estava antes para chegar amanhã e conseguir fazer uma prova melhor. Vejo eu, Bruno, Jones e Ervin como os favoritos para as três medalhas. Claro que nos 50m da raia 1 a 8 podem brigar pela medalha, mas acho que esses quatro estão um pouco à frente dos outros. E para garantir essa medalha tenho que nadar mais rápido que hoje e é nisso que eu vou focar - disse Cielo, que tem 21s38 como melhor marca depois da proibição dos supermaiôs e visa a nadar para 21s2.

Fratus seguiu a mesma linha do recordista mundial da distância. Repetia o "nadar mais rápido" como um mantra. Mostrava confiança e vontade de sobra para conseguir a dobradinha verde-amarela.

- Gostei, foi um tempo que esperava fazer, algo em torno de 21s60 mesmo, mas amanhã não tem jeito, se quiser pegar medalha tenho de nadar mais rápido que isso. Ganhar medalha, mais rápido que isso e ponto. Não costumo me limitar muito a números, quero só nadar mais rápido e bater na frente do pessoal. Essa foi uma prova onde cresci no final, como na grande maioria das minhas provas, é uma característica que tenho. Hoje o meu objetivo era ficar entre primeiro e oitavo,era classificar para a final e pronto. Quem entrar sem confiança para medalha amanhã perdeu - afirmou Fratus.

Ao ser indagado sobre quem seria seu maior adversário na decisão, Fratus foi taxativo: ele mesmo.
- Meu maior adversário está aqui dentro (disse apontando para a cabeça). Agora é acreditar que dá e partir para cima.

Confira a classificação final dos 50m livre:
1º Cesar Cielo (Brasil): 21s54
2º Cullen Jones (EUA): 21s54
3º Anthony Ervin (EUA): 21s62
4º Bruno Fratus (Brasil): 21s63
5º George Richard Bovell (Trinidad e Tobago): 21s77
6º Florent Manaudou (França): 21s80
7º Eamon Sullivan (Austrália): 21s88
8º Roland Schoeman (África do Sul): 21s88

Estados Unidos atropela e bate varios recordes contra a Nigeria

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 Um tiro de três, uma bandeja, uma enterrada, um punhado de passes de costas e uma avalanche de 49 pontos em dez minutos. Em apenas um quarto na noite de quinta-feira, a seleção americana transformou a Nigéria em terra arrasada e fez um estrago que começou a respingar lá atrás, em 1988. Mais especificamente no 23 de setembro dos Jogos de Seul, quando o Brasil de Oscar Schmidt massacrou o Egito por 138 a 85. Era o recorde de pontos do basquete em Olimpíadas. Era. Foi. Evaporou. Quando os astros da NBA decidem que é dia de jogar sério, não há recorde que fique de pé. Três quartos depois daqueles 49, a vitória arrasadora por 156 a 73 saiu direto da Arena em Londres para a história do esporte.
Cento e cinquenta e seis pontos. Nunca ninguém chegou tão longe, e fica difícil imaginar que alguém um dia chegará - a não ser a própria seleção americana, que ainda jogará cinco vezes em Londres.

Com astros do calibre de LeBron James e Kobe Bryant em quadra, coube a um coadjuvante a honra de quebrar o recorde. A 4m37s do fim, Andre Iguodala recebeu a bola na direita e chutou de três. Foi apenas um dos 29 tiros de três certeiros dos americanos na partida. E estava feita a história.

- Nós arremessamos melhor do que qualquer time em qualquer jogo em que eu já estive. Nossos jogadores simplesmente não conseguiam errar. É muito difícil perder jogando dessa forma. Espero que tenhamos economizado um pouco para as próximas partidas - afirmou o técnico americano Mike Krzyzewski após o duelo, com a mesma expressão serena de sempre, sem esboçar um sorriso.

Enquanto Coach K tentava evitar a euforia após o triunfo, o técnico da Nigéria não encontrou outra saída a não ser a do bom humor. Elogiou o adversário, admitiu que sua seleção cometeu erros demais e arrancou risadas ao falar sobre o treinador rival.
- Coach K é um dos grandes modelos para a minha carreira. Informação que ele pode querer renegar depois desse jogo - afirmou Ayodele Bakare.

Como se não bastasse a marca dos pontos, a seleção americana enfileirou outros recordes para o país nos Jogos: Carmelo Anthony, com 37 pontos, tornou-se o maior cestinha da equipe em uma partida de Olimpíadas, sem falar nas melhores performances coletivas de arremessos (81% nos chutes de dois e 63% nos de três) e as incríveis 41 assistências. De quebra, o time superou o Dream Team original de 1992, que tinha feito no máximo 127 pontos num jogo.
 
 Em 1988, Brasil arrasou o Egito


Vinte e quatro anos atrás, na fase de grupos dos Jogos de Seul, o Brasil chegou ao recorde que durou até a noite desta quinta-feira. A vitória por 138 a 85 veio numa época em que o basquete era outro, dividido em dois tempos de 20 minutos em vez dos quatro quartos de hoje. O arremesso de três estava em vigor na Fiba havia apenas quatro anos, e as equipes ainda buscavam se adaptar. Oscar foi o cestinha da seleção naquela partida com 39 pontos, dois a mais que a marca pessoal de Carmelo. Marcel foi o coadjuvante com 22, enquanto Gerson pegou nove rebotes e Maury distribuiu 11 assistências - o Brasil teve 26 passes no total, bem menos que os 41 dos EUA contra a Nigéria.

Em Londres, o jogo já começou com 13 a 0 para os americanos, até a Nigéria acertar um par de lances livres. Kobe Bryant, que vinha discreto na competição, fez logo 14 pontos em menos de seis minutos. LeBron James jogava de garçom, e Kevin Durant derrubava uma cesta de três atrás da outra. Esquecendo a defesa e se concentrando no ataque, a equipe de Mike Krzyzewski fechou a parcial em 49 a 25.

O armador nigeriano Tony Skinn teve seu momento de glória no segundo quarto, quando deixou o barbudo James Harden caído de pernas abertas com um drible. Era mais ou menos o que a equipe africana podia fazer, nada muito além disso. Na saída para o intervalo, o placar já impressionava a torcida: 78 a 45.
Veio o terceiro quarto e, sabendo ou não da quebra iminente do recorde, os americanos não tiraram o pé do acelerador. Com um show de lances de efeito, foram derrubando marcas. O terceiro período terminou com uma ponte aérea dupla de Kevin Love para Russell Westbrook - os dois no ar trocando passes. Fim de papo no período, com 119 a 62.

No último quarto, a marca de 127 do Dream Team caiu, e pouco depois veio o lance de Iguodala, a cesta que será repetida por um bom tempo no mundo todo. A expectativa passou a ser a casa dos 150, que também foi quebrada com o pé nas costas. Àquela altura, passando da meia-noite em Londres, parte da plateia deixou as arquibancadas. Provavelmente sem saber que a História, com H maiúsculo, estava passando ali na frente.


Brasil joga muito bem, porem perde com cesta no fim

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Um segundo. Algo por aí. É mais ou menos o tempo que a bola leva da mão do arremessador até o aro. Tempo mais do que suficiente para virar do avesso as duas horas que vieram antes. Para tornar inútil uma reação heroica. Para transformar em gênio quem mal tinha aparecido. Vitaliy Fridzon, ou apenas Fri, é um russo de 26 anos e 1,95m que ainda não tinha feito nenhum arremesso de três nesta quinta-feira. Recebeu a bola quando faltavam menos de seis segundos para o relógio estourar. Levou um carrinho do marcador, desses que a gente vê no futebol. Desequilibrou-se. Jogou a bola para o alto. E cravou uma estaca naquela que seria a vitória mais contundente do basquete brasileiro até agora em Londres. Não foi. A reação esbarrou no tiro espírita de Fri. Rússia 75 a 74. Primeiro tombo verde-amarelo nos Jogos.

Após duas vitórias apertadas contra seleções médias, o Brasil encarou nesta quinta o seu primeiro cachorro grande nas Olimpíadas. Latiu alto no primeiro período, encoleirou-se no segundo, rosnou em bom português no terceiro e parecia destinado a um merecido filé mignon no quarto. Uma bandeja de Marcelinho Huertas a seis segundos do fim rascunhou o triunfo. Mas a bola caiu nas mãos de Fridzon. E de lá foi direto para a redinha, apesar de Leandrinho ter praticamente se jogado em suas pernas.
- Ainda fiz falta, mas àquela altura, com o jogo daquele jeito, o árbitro não apitaria. Nem foi um arremesso, ele jogou a bola para cima. Quando acabou, fui cumprimentá-lo, apertei a mão dele, e ele disse que foi "luck" (sorte). É o lance da vida dele, nunca mais vai fazer de novo. Perdemos, mas não vamos baixar a cabeça  - afirmou Leandrinho, um dos pilares da reação do Brasil, que chegou a ficar 11 pontos atrás.

O ala-armador foi o cestinha brasileiro com 16 pontos. No arremesso de Fri, escorregou e acabou dando um carrinho no rival. Larry Taylor, com 12 pontos, também foi fundamental na reação no quarto período. O maior pontuador russo foi Andrei Kirilenko, que fez 14 dos seus 19 pontos no segundo quarto, quando a Rússia tomou a dianteira no placar.

Com duas vitórias e uma derrota, a equipe de Rubén Magnano tem seu próximo desafio no sábado, às 12h15m (de Brasília), contra os chineses. É o penúltimo jogo da fase de classificação, que termina no duelo com a Espanha, na segunda-feira, às 16h. Garantido nas quartas de final, o Brasil está perto de avançar na terceira colocação, o que pode colocar a França no caminho, mas ainda luta por uma vaga mais acima.
Com um chute de três de Alex, o Brasil pulou na frente no primeiro quarto. O ala se encarregava de marcar Kirilenko, o principal jogador russo, que atravessou zerado o primeiro período. A vantagem chegou a ser de 14 a 9, e os europeus colaram. Mas não viraram. Com seis pontos de Splitter, a equipe verde-amarela (em dia de uniforme branco) fechou a primeira parcial em 20 a 15.

Kirilenko começou a segunda parcial sem Alex no cangote. Com Varejão na marcação, acertou duas cestas de três. Na terceira, o brasileiro deu o bote, e o russo cortou para fazer a bandeja. A diferença, que era de cinco para um lado, passou a ser de cinco para o outro. Anderson deu lugar a Giovannoni, mas Kirilenko continuou pegando fogo e chegou aos 14 pontos. Foi o bastante para a Rússia tomar o controle do jogo. Na saída para o intervalo, a vantagem era de 40 a 32.

Com as mãos calibradas, os russos mantiveram a diferença no início do terceiro quarto, enquanto o Brasil penava para colocar a bola na cesta. Sem se entregar, a seleção se escorou nos pontos de Leandrinho e ao menos não deixou o rival disparar. Foi para o último período perdendo por 59 a 53.

Magnano optou por deixar Larry Taylor em quadra no início do quarto final, e foi o americano que cortou a diferença para dois pontos com um lindo arremesso seguido de falta. Leandrinho igualou tudo após deixar um rival quase caído. Com dois lances livres de Nenê a 3m40s do fim, veio a virada. A torcida sentia o clima e empurrava o time cada vez mais. Leandrinho ouviu. Com um drible desconcertante e uma bandeja, a vantagem pulou para cinco.

Larry justificava o novíssimo passaporte e comandava as ações, tanto que o técnico manteve Huertas no banco. O americano continuou partindo para dentro, mas errou dois lances livres que não podia errar com um minuto no relógio. Foi para o banco e, de lá, viu a Rússia também errar dois tiros livres. Huertas entrou para segurar a onda nos últimos segundos, mas andou com a bola na primeira posse, em decisão polêmica da arbitragem. Drama na Arena. Vencendo por três pontos, Magnano gritava desesperado à beira da quadra. Alexey Shved não ouviu e acertou um tiro espetacular de três para empatar tudo com 26 segundos no relógio.

Huertas bateu bola, gastou tempo, partiu para dentro e, com a mão direita, fez a bandeja a 6s2 do fim. A vitória era palpável, parecia questão de tempo. O problema é que, no basquete, o tempo pode ser vilão. Com três faltas, o Brasil ainda podia fazer mais uma sem ceder lances livres. Não deu. Fridzon recebeu a bola na lateral e armou o chute. Mesmo marcado e desequilibrado, com Leandrinho escorregando e se jogando à sua frente, soltou o tiro de misericórdia. Bola certeira que caiu como balde de água fria na cabeça dos brasileiros. Derrota doída para quem, por pouco, não latiu mais alto.

Agora e levantar a cabeca e se espelhar na bela partida feita pela selecao brasileira contra a Russia e tentar a vitoria contra a China para se classificar bem as quartas de finais.