América voltando a fazer história

Publicado  sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Quando eu era criança e estava começando a assistir futebol, sub-entenda não entendia praticamente nada, meu pai sempre me dizia "Aqui em Pernambuco tinha um time chamado América, já foi um bom time e era o 'segundo time de todo pernambucano'." E é sobre esse 'segundo time de todo pernambucano' que vamos falar hoje. Antes, apenas mais uma observação, não estou desmerecendo a torcida do América ou coisa do tipo, pelo contrário, da minha parte isso é um elogio pois mostra o quão querido o clube é no Estado.




   Seis vezes campeão Pernambucano é um clube que sempre teve tradição em Pernambuco até a década de 90, dando muito trabalho aos times de Recife e um dos poucos clubes a conseguirem o feito de tirar o título do trio de ferro da capital. Abatido por uma crise desde a década de 90, o clube praticamente fechou as portas, reabrindo recentemente e conquistando o acesso à primeira divisão em 2010, jogando a primeira divisão de 2011.
   Apesar de voltar a jogar a primeira divisão do estadual, a vida do "Mequinha" não tem sido fácil nesses anos, sobrevivendo na primeira divisão em meio às dificuldades financeiras, inclusive sendo ameaçado de perder a sede, e com complicações da competição, que tem segredado o campeonato e criado uma blindagem em cima do trio de ferro, a equipe decidiu investir em outro ramo para ter algum retorno: O basquete.
   O América tem se tornado uma força no basquete feminino nacional, conquistando o vice-campeonato em 2015 e mantendo um time muito forte para a competição de 2016. O América encontrou uma forma de chamar a torcida, inclusive torcedores de outros clubes da cidade do Recife, vão torcer pelo América devido à escassez de times dessa modalidade.
Voltando ao futebol, em 2016 o América conquistou a possibilidade de disputar o hexagonal do título, o que já é uma grande conquista depois de alguns anos na primeira divisão. Ainda assim, porém, o mais importante foi ter conquistado a vaga no campeonato brasileiro da série D de 2016 e de 2017, voltando a disputar um campeonato nacional após 25 anos fora.
   Clube centenário, como o é, merece sim, voltar a ter a visibilidade que outrora teve, ser considerado grande e voltar a conquistar títulos, creio que esse foi um grande passo no futuro do clube, como em 2010  o acesso também o foi, aos poucos o clube volta a se firmar no cenário estadual e, quem sabe, possa voltar a dar títulos à sua torcida. Está de parabéns por tudo o que tem conquistado, pois sair de uma crise financeira e de situação bem complicada e voltar a jogar como grande e disputar um torneio nacional é sim, uma grande conquista.
  Torço para que nesses próximos anos, 2016 incluído, o América, bem como os outros clubes do interior possam, como o Salgueiro em 2015, mostrar que brigam de igual pra igual com o trio de ferro e possam conquistar títulos, ou no caso do América voltar a conquistá-los.  Espero também, que o Mequinha volte a fazer bonito no nacional e representar bem Pernambuco, como clube grande novamente.

O melhor campeonato dos últimos anos

Publicado  segunda-feira, 18 de janeiro de 2016


Decidi fazer essa postagem, pois estive analisando um pouco o início de temporada, tanto dos times do interior quanto dos times da capital, e decidi dar minha opinião sobre esse Campeonato Pernambucano de 2016. 

Aí você para e olha para o título e pensa: "mas como assim o melhor campeonato com essa fórmula ridícula, com a desvalorização dos times do interior, sem os times se reforçando muito?". É verdade que a fórmula do campeonato não é a ideal, pois ela tira a oportunidade de times do interior de ganharem dinheiro com o público nos jogos da capital e acontecem absurdos como o time subir da segunda divisão passar 3 anos na primeira, ser rebaixado e ainda assim não enfrentar os times da capital. 

É verdade também que com essa fórmula os times do interior são desvalorizados e os da capital supervalorizados, pois todos os times da capital independentemente de Copa do Nordeste já estão classificados para o hexagonal do título, enquanto todos os times do interior, com exceção do Salgueiro, disputam apenas duas vagas. 

Por último, é verdade que os times não se reforçaram muito para o campeonato, nem os do interior nem os da capital. Central, Santa Cruz, Náutico, Salgueiro, Serra Talhada, Belo Jardim e Sport mantiveram boa base do ano passado, Porto investindo na base como sempre. Vitória foi um clube que se reforçou bem em parceria com o Santos-SP.

Deixando agora de lado um pouco a parte de fórmula de campeonato, que isso é outra discussão, talvez para outro post, consegue-se enxergar a manutenção da base dos clubes como um fator positivo para o campeonato, pois os times desde o começo terão um maior entrosamento e entendimento entre os jogadores. Prova disso é a primeira fase da competição que, mesmo com Central e Vitória com elencos um pouco superiores, vemos um equilíbrio raro, já que é uma fase curta, apenas 6 jogos, e, após 3 jogos, não temos nenhuma equipe com 6 ou 9 pontos e nem disparado na liderança de um dos grupos, pelo contrário, temos nos dois grupos 3 times, em cada grupo, brigando pela liderança, inclusive deixando os "favoritos" na terceira colocação do grupo. Isso é um fator muito positivo para o campeonato porque dá uma dinamicidade muito maior e, de certa forma, deixa de ser apenas aquela velha história de os times classificados serem central e mais um. Pode ser, porém, o campeonato vem se mostrando muito equilibrado.

Aí podemos pensar que esse equilíbrio é apenas na primeira fase e que, na segunda, um time vai arrancar como sempre e desequilibrar. Pode acontecer, porém olho para os times da capital e vejo os elencos num mesmo nível técnico, com uma equipe mais forte aqui ou ali, mas em bom equilíbrio e o melhor, as 3 equipes mantiveram a base para a competição. O Sport sai um pouco atrás no entrosamento, pois perdeu todo o setor ofensivo, porém foi o time que melhor se reforçou, enquanto o Santa Cruz vem forte com a mesma base vitoriosa do último ano e o Náutico com uma equipe que surpreendeu na série B do Brasileiro de 2015. Outro detalhe importante é que as 3 equipes mantiveram o técnico da última temporada, fato que não me lembro de ter ocorrido recentemente em nenhuma temporada. E o Salgueiro... Manteve a mesma base da série C do ano passado, que fez uma campanha muito firme, se manteve bem e em alguns momentos chegou a brigar pelo avanço de fase, mesmo afetado por uma crise financeira. 

Para mim, o campeonato, mesmo com tantos problemas, já começou bem e estou gostando de ver a competição se desenvolvendo já nessa primeira fase, coisa que não me chamou a atenção nos outros anos. Espero que a segunda fase seja tão competitiva quanto e, quem sabe, tenhamos surpresa de 2 ou 3 times do interior nas semi-finais. 

Podcast - NBA draft 2014

Publicado  sábado, 5 de julho de 2014

   E aew galera, já estava com saudades de postar, mas enfim, quase 1 ano depois, estamos aqui, falando sobre o maior draft dos ultimos anos, em especial do top 7, mas com menções especiais para a escolha de Bruno Caboclo e de Kyle Anderson ainda. Um "bolão" sobre Lebron James, Dwayne Wade, Chris Bosh e Carmello Anthony, e em geral sobre alguns FAs.


  Queria também falar um pouco sobre algumas escolhas que não falamos no podcast, em especial as duas escolhas first round do Phoenix Suns, que na minha opinião foi um time que mesmo sem picks muito altas escolheu muito bem.
 Tyler Ennis, pick 18, o armador de Syracuse foi um dos jogadores que eu vi realmente se destacarem na NCAA, achei que ele foi de certo modo steal, achava que ele seria o primeiro armador depois de Smart e Exum, mas ai foi sobrando, foi sobrando e caiu nas mãos dos Suns, que agradeceu, ele é um ótimo passador e joga pra cima, o defeito dele é ainda ser muito "cru" fisicamente. 
  A outra escolha top 30 do Suns, foi Bogdan Bogdanovic, o ala/armador do Real Madrid, tem um potencial muito bem, foi uma escolha segura, pois ele é muito bom na questão do arremesso, o vi jogar várias vezes na Euro liga, ele realmente, se destaca na questão ataque, porém as vezes exagera bastante nos chutes.
  A última escolha que queria comentar é Noah Vonleh, que é um baita jogador, de um físico muito bom pra um jogador que veio do basquete universitário, tem um bom chute de 3, mesmo não sendo um jogador que vai estar sempre chutando de longa distância, ele é muito bom reboteiro, mas ainda é muito inocente taticamente.
 Agora vamos ao podcast, um grande abraço a vocês pessoal!


Um Gigante caido

Publicado  sábado, 17 de agosto de 2013

 Penta campeão pernambucano (1969-1973) e conhecido por ter "A torcida mais apaixonada do Brasil", o Santa Cruz vem vivendo nos ultimos 7 anos e é sobre isso que vamos falar hoje.
  O tricolor do arruda sempre foi um time de tradição do Brasil, principalmente no Nordeste onde é uma grande força juntamente com Sport, Náutico, Bahia e Vitória. Apesar da vasta historia do clube, é o segundo maior campeão estadual com 27 títulos, e de ser o atual tri-campeão pernambucano, a equipe vem vivendo um momento bastante turbulento nos últimos anos, quando andou rondando a terceira e quarta divisão nacional.
  Tudo começou em 2005 quando a equipe foi vice-campeã da segunda divisão do campeonato brasileiro, garantindo o acesso a primeira divisão no outro ano. Isso deveria ser uma coisa boa não? Definitivamente não foi, no ano seguinte perdeu o título para o rival Sport na disputa de pênaltis na final da competição (o tricolor era o atual campeão) e foi rebaixado para a Série B do brasilerão. No final de 2006 houve eleição e o que todos esperavam que fosse uma ótima admnistração, acabou afundando o Santa Cruz ainda mais na crise. Em 2007 o tricolor acabou  fazendo uma pífia campanha no campeonato estadual, terminando na sexta colocacao, e na série B do Brasileiro sendo rebaixado, novamente, para a terceira divisão do brasileirão. 2008 foi mais um ano de decepção, começando com uma campanha ridícula no campeonato estadual, terminando na sétima colocação, depois teve a eliminação na primeira fase da Copa do Brasil e posteriormente mais um rebaixamento no campeonato nacional, dessa vez para a Série D.
   Com a nova eleição e com as primeiras iniciativas do novo presidente no ano, o torcedor do Santa Cruz começou a acreditar que o time, nessa gestão, voltaria a alcançar glórias de outros tempos. Mas também não foi dessa vez, apesar de conseguir um campanha bem melhor que nos outros anos no estadual, foi terceiro colocado, o clube chegou ao fundo do poço ao ser eliminado ainda na primeira fase da quarta divisão nacional. Em 2010, uma nova terceira colocação no estadual e mais uma fraca campanha na Série D, sendo eliminado na segunda fase para o Guarany de Sobral.
    Em 2011, um novo recomeço, Antônio Luiz Neto assumiu a presidência do clube e conseguiu melhorar um pouco a terrivel crise financeira em que o clube estava. O tricolor conseguiu evitar o hexa-campeonato do rival Sport e de quebra conquistou o título estadual após 5 anos de jejum. O título foi o incentivo que a massa tricolor precisava e na Série D, o Santa teve a melhor média de público do país, esse grande apoio da torcida deu resultado e, enfim, o tricolor pernambucano conseguiu o acesso a série C, mesmo perdendo a final para o Tupi dentro do Arruda, mas o título não importava, a festa estava pronta e depois de dois anos, o Santa Cruz saía do "inferno",
   2012 foi mais um ano de expectativas, a torcida tinha bastante confiança no time, após o título do estadual 2011 e o acesso à série C , e as expectativas cresceram ainda mais quando a equipe foi bicampeã estadual, mais uma vez em cima do Sport. A série C, porém, não foi nada agradável. Ao contrário do que se esperava, o Santa Cruz não fez uma campanha nada regular e teve que decidir a vaga no último jogo, a vitória contra o Águia garantiaria a classificação a segunda fase ao tricolor, mas o Santa foi derrotado por 2 a 1 e com a combinação de resultados, acabou sendo eliminado na primeira fase da Série C 2012.
   Por fim, o ano de 2013, após ser reeleito na presidência do clube, ALN manteve a base do time e reforçou o elenco com peças de reposição. Nessa temporada uma "nova" competição, a copa do Nordeste, apesar de largar como um favorito, o tricolor foi eliminado na segunda fase da competição para o Fortaleza. Após a eliminação, a mudança de foco. O Santa Cruz começou a focar o estadual, cuja equipe participava apenas do segundo turno, o tricolor alcançou a semi-final do estadual com facilidade e eliminou o Náutico no saldo de gols, e, na final, mais uma vez, foi campeão em cima do rival Sport. A torcida ficou bastante animada, a equipe conseguia jogar boas partidas e mostrou certa regularidade dentro do estadual, porém, a perda do treinador mudou bastante o ambiente do clube.
   A equipe parece ter desaprendido a jogar como jogou no estadual, marcando forte e pressionando bastante os adversarios, parecia ter perdido o ânimo junto com a perda de Marcelo Martelotte, que trocou a equipe pelo Sport. Na Série D, o Santa Cruz começou a ficar bastante irregular, venceu o então líder Fortaleza, mas perdeu do vice lanterna Baraúnas em casa, e, mesmo depois de 10 rodadas a equipe continua sem vencer nenhuma partida fora de casa. O tricolor ocupa a setima colocação no Grupo A da competição com 17 pontos em 11 jogos disputados.

 OPINIÃO

    Essa má fase que o Clube vem passando desde 2006 é fruto das más admnistrações das sucessivas diretorias que passaram. A falta de planejamento no clube, as contratações exageradas, os gastos de dinheiro sem controle sao as principais causas. Pela lógica quando o capital disponível diminui, você tem que reduzir os gastos para se adequar a esse capital, e o Santa Cruz fez o contrário, a medida que caía de divisão e tinha seu dinheiro diminuído, seus gastos só aumentavam, pois suas diretorias só tinham em mente tirar a equipe daquela situação, o que acabou causando um exagero nos gastos e rendeu ao clube dívidas muito grandes.

  SÉRIE C 2013

    Para conseguir o tão cobiçado acesso à Série B do brasileiro, o tricolor precisa urgentemente organizar o futebol da sua equipe. O time já não mostra o mesmo gás e o treinador da equipe, Sandro Barbosa, é definitivamente, fraco, pois além de não ter muita noção de como fazer o time melhorar em campo, lhe falta experiência, pois é seu primeiro clube como treinador, exatamente o oposto do que o Santa Cruz necessita. No momento, o tricolor pernambucano precisa é da volta do "time de guerreiros", daquele time que, mesmo que estive jogando contra um time mais forte, não desistia em momento algum, jogava o jogo todo com raça, com garra. Apoio a equipe tem, pois a torcida tricolor vai a todos os jogos, seja em casa, ou fora, falta agora a colaboração dos jogadores.

  Desejo ao "Santinha" boa sorte em sua caminhada de volta para o lugar dos melhores dias de sua história.

Libertadores - Sao Paulo x Atletico

Publicado  sexta-feira, 3 de maio de 2013


E aew galerinha, que tal falarmos um pouco de libertadores hoje...  São Paulo e Atlético Mineiro é o nosso jogo.
O tricolor Paulista foi a campo com: Rogério Ceni, Paulo Miranda, Lúcio, Rafael Tolói e Tiago Carleto; Wellington, Denilson, Jádson, Ganso; Aloísio e Osvaldo;
O Atlético jogou de: Victor, Marcos Rocha, Réver, Gilberto Silva e Richarlyson; Pierre, Leandro Donizete , Bernard e Ronaldinho; Jô e Diego Tardelli;
O São Paulo começou o jogo em cima do Atlético, com passes rápidos e certeiros até os 7 minutos a equipe tocava bem a bola e marcava bem a saída de bola do Galo, aos 8 a equipe foi premiada, após boa jogada de Aloísio na linha de fundo,  Ganso dribla 2 e toca para Jadson chutar forte para o gol, abrindo o placar para a equipe paulista. No lance do gol, o Atacante Aloísio se machucou e foi substituído por Ademílson no minuto seguinte.
  O tricolor continuou em cima, para tentar ampliar a vantagem, mesmo sem criar tantas chances, o time tocava bem a bola e chegava com velocidade, aos 15 minutos, Ganso lance Ademilson, que ficou cara a cara com Vitor, mas o jovem jogador São Paulino chutou pra fora. Uma Surpresa nesse jogo é o meio campista Paulo Henrique Ganso, que controlava as jogadas ofensivas de sua equipe, inclusive dando a assistência para o gol e voltando a fazer ótimos lançamentos, como na época de Santos.
  A partir dos 20 minutos o Atlético mineiro começou a apertar a marcação e começou a forçar erros do tricolor, conseguindo um pouco mais de espaços para jogar, fazendo uma certa blitz durante a 5 minutos no campo do São Paulo, neste período a equipe teve 2 faltas e dois escanteio a seu favor, apesar disso, até ai Ronaldinho Gaúcho estava desaparecido , pois estava sendo marcado de perto por Wellington. Aos 25 uma boa chance pro Atlético, Bernard rouba bola perto do meio de campo, toca pra Ronaldinho em velocidade, que invade a área e é travado no momento exato do chute. No lance posterior, Marcos Rocha entra violentamente em cima de Tiago Carleto, que continuou no jogo mesmo mancando bastante.
  Aos 31, Jadson faz outra ótima jogada e toca pra Ademilson, que sozinho finaliza no goleiro. Aos 33, Ganso e Jadson fazem ótima tabela, Ganso toca de calcanhar pra Denílson chegar chutando, a bola bate na defesa do Atlético e sobra mais uma vez pra Ademílson desperdiçar uma chance de ouro. Aos 35 minutos,  Lúcio chega violentamente e irresponsavelmente em cima de Bernard e leva amarelo, mas como já tinha foi expulso. O São Paulo que estava melhor em campo e que criava as melhores chances começa a se complicar, pois perde mais um jogador.
  O árbitro esteve muito bem até ai no jogo, controlar os ânimos das equipes que estavam um pouco exaltados, expulsando Lúcio acertadamente e sem deixar Ronaldinho Gaúcho e Rogério Ceni, ambos gostam de tentar controlar o jogo na conversa, conversarem muito. Após a expulsão, o São Paulo colocou o zagueiro Rodolfho no lugar de Ademílson.  O jogo esfriou um pouco, mas o Atlético Mineiro começou a tentar jogadas rápidas e aos 41 conseguiu um gol. Bernard bate escanteio no segundo pau e Ronaldinho Gaúcho cabeceia tranquilo para o fundo das redes. Mesmo com um a menos, o São Paulo não desistia e tentou até o final do primeiro tempo, voltar a ficar em vantagem no placar, mas não conseguiu nenhuma boa chance até o fim do primeiro tempo. Um detalhe é que, a partir dos 35 minutos Cuca trocou seus zagueiros de posição, fazendo com que Réver ficasse do lado em que o São Paulo joga com velocidade.
   Foi um ótimo primeiro tempo, bem aberto , mas que o São Paulo foi bem superior até a expulsão de Lúcio. O tricolor começou avassalador, com uma marcação forte e um contra-ataque em velocidade, a equipe pressionou bastante o Atlético com jogadas tanto pelo meio como pelas laterais, ou seja,  realmente não deixou o galo mineiro jogar, o jogo parecia que não mudaria no primeiro tempo, porém Lúcio fez uma loucura e acabou sendo expulso e isso mudou completamente o jogo, pois dava bastante espaço para o galo jogar e o São Paulo ainda ficaria com um jogador a menos, mudando seu objetivo no jogo, que deixou de ser pressionar o adversário para ser defender-se bem e jogar nos contra-ataques.
 Para o Segundo tempo, o Atlético entrou com Josué, ex-São Paulo, no lugar de Leandro Donizete, que já estava com amarelo.
  O segundo tempo começou dentro do esperado, o Atlético-MG tocando bola no campo de ataque e o São Paulo se defendendo e tentando sair nos contra-ataques, apesar de ter posse de bola, o Atlético não conseguia criar boas jogadas, nem mesmo chances para arriscar de longe. O empate por 1 a 1 era ótimo para o Atlético, já que gol fora de casa é critério de desempate ,  e a responsabilidade era toda do tricolor, portanto o galo tocava bola no seu campo de ataque esperando pra finalizar quando aparecer a oportunidade adequada, mas tocando bola sem afobação. Aos 11 minutos, Ronaldinho faz ótima jogada e toca pra Jô dentro da área desperdiçar boa chance. No minuto seguinte,Ganso lança Osvaldo que tira de Victor, mas Marcos Rocha corta.
  Aos 14 minutos, a superioridade numérica do Atlético fez a diferença, Bernard faz ótima jogada e lança Marcos Rocha, que toca pra Diego Tardelli, livre, fazer o gol da virada atleticana. O São Paulo tentou reagir após o gol, mas o sistema defensivo do Atlético estava muito bem no jogo impedindo que o tricolor chegasse ao ataque com perigo. Além disso, ao tentar subir ao ataque o São Paulo começou a dar mais espaço para o galo jogar. No São Paulo entrou Douglas no lugar de Rhodolfo, que saiu machucado, e no Atlético, entrou Luan no lugar de Bernard, que saiu cansado.

 A partir dos 20 minutos, o jogo ficou morno e truncado no meio de campo, sem muitas chances para nenhum dos dois lados, o São Paulo, em total desvantagem, tentava nas bolas paradas, pois com um jogador a menos, não estava conseguindo fazer seu jogo. Enquanto o Atlético aproveitava a posse de bola, tocando sem pressa e sem afobação, fazendo o tempo passar.
  No último lance do jogo o Galo quase conseguiu ampliar o placar, Ronaldinho fez mais uma ótima jogada e tocou pra Bernard que tocou pra Jô, que chegou atrasado na bola e não conseguiu fazer o gol.
 Resumão do jogo
  Sinceramente, não foi o jogo que todos esperávamos, o jogo começou muito bom e se encaminhava para ser um belo jogo, mas após a expulsão de Lúcio o jogo mudou completamente, o São Paulo era dono total das ações do jogo e pressionando o Atlético, vencendo o jogo. Com a expulsão de Lúcio o jogo mudou totalmente, o Atlético empatou o jogo, conseguiu impor seu ritmo de jogo, passou a tocar a bola e tentar o gol quando via alguma oportunidade,  mas sem se arriscar para evitar dar brechas para o São Paulo e o jogo ficou basicamente assim até o final, com o Atlético tocando bola e tentando pouco chegar ao gol, e o tricolor se defendendo e tentar aproveitar chances de bola parada, e acabou assim, São Paulo 1 x 2 Atlético-MG.

O Craque: Na minha opinião, o melhor em campo por 55 minutos foi Ronaldinho Gaúcho que além de fazer o gol, comandou  o time do atlético dentro de campo, mas nos outros 35 minutos de jogo o jogador esteve desaparecido em campo, mas como esses 50 e poucos minutos definiram o jogo, fica como o melhor do jogo.

A Surpresa: O bom futebol de Paulo Henrique Ganso, enquanto o São Paulo conseguia jogar futebol (Até a expulsão de Lúcio), o meia voltou a chamar a responsabilidade e voltou a dar bons passes como na época de Santos, além disso, comandou muito bem o meio de campo do tricolor
A Arbitragem: O jogo começou muito tenso, com muitas faltas pesadas para os dois lados e o árbitro soube se impor e levou tranquilamente o jogo, expulsou corretamente Lúcio e não teve basicamente nenhum lance dúbio durante toda a partida, foi muito bem.
O Pior em campo: Lúcio, que apesar de ter estado muito bem enquanto esteve em campo, prejudicou demais o seu time, que vencia a partida e acabou perdendo, por sua expulsão totalmente infantil.

Playoffs - Bulls x Nets

Publicado  segunda-feira, 22 de abril de 2013

Preview – NETS x Bulls



 Ok, na temporada regular o bulls venceu 3 e o NETS apenas 1 duelo, mas após a surra que o NETS deu na primeira rodada dos Offs alguém tem dúvida de que eles passarão a frente nessa fase? O Bulls ficou mesmo sem Rose essa temporada, para 2012-2013 ele deverá voltar voando, Nate Robinson vem muito bem e deve continuar assim, provavelmente o Bulls renovará com ele para tê-lo como SG titular temporada que vem ou reserva de Rose mesmo, para essa disputa com o NETS eles talvez nem contem mais com Noah que machucou-se novamente, se outrora ele vinha jogando apenas com 50% das suas condições, agora ele jogaria com menos de 20%. Deng que começou a temporada muito bem, voltou a ser o que era, um bom jogador (não um ótimo) Boozer continua limitado como sempre, mas fará bons números de rebotes nessa série por estar marcando Brook Lopez no garrafão, Lopez que é o melhor homem do NETS nessa temporada, superando Deron que nem pro All Star foi, outro ex-All Star do time é Joe Johnson que não vem jogando tudo que sabe e poderia jogar, mas comparando suas atuações com as de Geral Wallace ninguém pode falar mal de JJ, porque Wallace foi de peça importantíssima a jogador limitado que só deu certo no Bobcats surpreendendo muitos, inclusive eu. Enfim essa pode ser a disputa mais pau-a-pau dessa primeira rodada de PlayOffs, é com certeza o duelo com os dois times de menores qualidades, eu até domingo achava que seriam jogos nivelados por baixo, mas parece que o NETS vai ignorar o Bulls e atropelar sem dó, não se pode ficar surpreso com isso então aposto numa série de 4x1, concordam? #VaiNETS
 
Cleber Lima

Playoffs NBA - Clippers x Memphis

Publicado  

O segundo confronto que falarei sobre é o confronto dos opostos entre Los Angeles Clippers e Memphis Grizzles. Que apesar de estilos opostos de jogo, fizeram campanhas bastante parecidas.



  O confronto entre as duas equipes não é de uma rivalidade histórica como Knicks x Celtics ou que envolva equipes com muitos títulos como Lakers x Spurs, mas sim um confronto entre duas equipes que não tinham muita tradição, mas , nas últimas temporadas, vem montando bons times e conseguindo surpreender, mostrando potencial para chegar longe na Conferência Oeste.

  Chamei de opostos o jogo pela diferença de estilo de jogo de ambas as equipes, apesar de usarem muito o garrafão, o Grizzles com Zach Randolph e Marc Gasol e o Clippers com Blake Griffin e Deandre Jordan, usam de formas muito diferente, pois enquanto o time de Memphis concentra muito o Garrafão na parte defensiva, pegando mais rebotes defensivos, tocos e roubos; o time de Los Angeles utiliza seu garrafão para pontuar e distribuir melhor as jogadas no lado ofensivo da quadra. Outro fator contrastante dos jogadores de garrafão das equipes, é que enquanto Randolph e é uma dupla mais pesada e mais lenta, Griffin e Deandre (evito chamar de Jordan para não fazer referência a Michael Jordan) são mais agéis e conseguem mais espaço para jogar embaixo da cesta.

  Sobre o Confronto

   O Clippers chega bem cotado nesses Playoffs, com um time bem mais forte que o dos últimos anos e um elenco recheado de bons jogadores na teoria como Chris Paul, Chauncey Billups (que praticamente não jogou essa temporada por conta de lesões), Jamal Crawford (que é o provável melhor sexto homem da temporada),  Blake Griffin, Lamar Odom (que também não vem em uma boa temporada) e o experiente Grant Hill (mais um que não jogou quase nada por causa de lesões). O "estilo de basquete" da equipe é aquele jogo em que a bola fica na mão do armador até a definição do lance, ou seja, concentra muito o jogo na mão de Chris Paul, que tem uma visão de jogo totalmente fora do comum e é um dos melhores (se não o melhor) armador da liga, lhe dando muitas assistências e lhe dando mais oportunidades de arremessos. Chris Paul é o principal jogador da equipe, mas a equipe tem outros destaques que são Blake Griffin, que é o maior pontuador da equipe e maior reboteador e que é famoso por suas enterradas, e Jamal Crawford, que é a "arma secreta" da equipe que começa no banco e entra sempre "incendiando" o jogo pontuando bastante. O quinteto principal da equipe é: Chris Paul, Caron Butler, Matt Barnes, Blake Griffin e Deandre Jordan, um quinteto equilibrado tanto no perimetro quanto no garrafão, porém falta um pouco de experiência. A equipe chega forte e já venceu o primeiro jogo da série.

  O Memphis Grizzles chega mais forte que nas últimas duas temporadas, quando não fez feio nos playoffs, já que conta com uma defesa muito consistente, que tem mostrado ser um jogo muito eficiente nessa temporada, e um garrafão forte. O elenco do Grizzles é bastante equilibrado, mas é um elenco muito forte principalmente na defesa já que conta com bons defensores em todas as posições. O quinteto principal tem: Mike Conley na armação, que é um dos líderes em roubos da nba, Tony Allen na 2 que é um jogador bastante defensivo e que, apesar de boas médias de roubos, não é apenas mais um ladrão de bola, já que tem um baixo número de pontos levados por posse, na ala tem Tayshaun Prince, que não é um defensor-nato, mas é um jogador experiente e que ajuda bastante no ataque, além disso, ele foi mais um quebra-galho, pois chegou ao Grizzles na troca do Rudy Gay. De ala-pivô o Memphis conta com um dos maiores reboteadores da liga, que é Zach Randolph, que além de ótimas médias de rebotes, o jogador é o cestinha da equipe. O pivô é Marc Gasol em ótima fase, com ótimas médias, tanto de pontos (14,3 por jogo), de rebotes(7,8 por jogo) e de assistências(4 por jogo), que tem sido o diferencial dele nessa temporada, atualmente ele é um dos melhores pivôs da liga.  No banco a equipe ainda conta com jogadores jovens, mas que tem se encaixado muito bem na franquia de Memphis: Ed Davis, Jerryd Bayless e Quincy Pondexter tem aparecido muito bem nessa temporada. A equipe vai dar muito trabalho pro Clippers.

  Esse é, possivelmente, o confronto mais parelho da conferência Oeste, será o jogo entre um dos melhores ataques (Los Angeles Clippers) e uma das melhores defesas (Memphis Grizzles) e tenho certeza que serão jogos duríssimos, o Clippers está na frente, mas dentro de casa o Grizzles não é fraco, então,  acho que o confronto será decidido apenas no sétimo jogo. Quanto aos palpites deixo pra vocês ai nos comentários.