Era preciso voltar a ser apenas mais um. Mais um time no bolo, mais um
nome na lista, mais um ator no filme que todo mundo quer ver. Sem essa
história toda de jejum, pressão, sonho, emoção, nervosismo, o peso de
carregar um país inteiro nas costas após 16 anos fora da brincadeira.
Para curtir a festa, era preciso se misturar aos convidados. E o convite
tão desejado vinha com um canhotinho anexo: a exigência da vitória
neste domingo. Feito. No primeiro jogo olímpico do basquete masculino
brasileiro desde 1996, a seleção demorou um pouco para se despir da
tensão e quase viu todo o esforço ruir no fim, mas conseguiu. Bateu a
Austrália no sufoco por 75 a 71 e, em vez de se preocupar com a
expectativa do retorno, já pode se concentrar no restante da caminhada.
Na novíssima arena de Londres, que vista de fora parece um bolo
confeitado, a primeira fatia teve sabor de alívio.
Brasil vence Australia, na volta aos jogos olimpicos de basquete
Publicado segunda-feira, 30 de julho de 2012
Não que a estreia tenha sido um mar de rosas. O início tenso mergulhou o
jogo numa montanha-russa, e os altos e baixos deixaram apreensiva a
torcida que se espalhava com camisas amarelas e bandeiras pelas
arquibancadas. No fim, drama com a vantagem caindo para dois pontos a 30
segundos da última sirene, e alívio com o placar final. Ao contrário do
elegante terno do Pré-Olímpico em Mar del Plata, quando vestiu terno
preto, Rubén Magnano voltou de camisa polo verde a um terreno que
conhece bem. Ouro em Atenas-2004 com a Argentina, o técnico gritou,
reclamou, brigou, orientou, xingou - a receita de sempre, que na estreia
acabou dando certo.
- O mais importante foi a compostura do time. Pensei que os
australianos estavam jogando boliche, faziam strike toda hora. Nós
simbolizamos uma nação, e quando arremessamos, estamos levando tudo isso
nas costas - afirmou o pivô Nenê após a partida.
cestinha brasileiro foi Leandrinho, que cometeu dois erros no fim do
jogo e quase complicou as coisas para a seleção, mas terminou com 16
pontos. Marcelinho Huertas foi o melhor em quadra, com 15 pontos e 11
assistências. Anderson Varejão contribuiu com 12 pontos, e o cestinha do
jogo foi o australiano Patrick Mills, com 20.
O Brasil volta à quadra na terça-feira, às 12h45m, para enfrentar a
Grã-Bretanha diante de um ginásio certamente lotado. O grupo B ainda tem
Rússia, China e Espanha. No A, estão Estados Unidos, Argentina, França,
Nigéria, Lituânia e Tunísia. Os quatro primeiros de cada chave avançam
às quartas de final.
Postado por
pinhobrito
às
11:26
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