Quando Sara Errani saiu do zero, Maria Sharapova já havia vencido quatro games. A uma vitória do título de Grand Slam que faltava no currículo, a russa não vacilou. Entrou em quadra sufocando a adversária e jamais permitiu que a italiana tivesse vantagem. Por 6/3 e 6/2, Sharapova derrotou Errani e, enfim, conquistou Roland Garros.
Número 1 do mundo a partir de segunda-feira, a bela russa de 25 anos completou neste sábado o "career slam", feito em que um tenista vence os quatro Grand Slams, mesmo que em anos diferentes. Sharapova foi campeã de Wimbledon em 2004, do US Open em 2006 e do Australian Open em 2008. Em Roland Garros, jamais havia passado das semifinais. Na história, apenas mais nove tenistas tem o "career slam": Maureen Conolly, Margaret Court, Steffi Graf, Doris Hart, Shirley Fry, Billie Jean King, Chris Evert, Martina Navratilova e Serena Williams.
O triunfo no saibro de Paris e o retorno ao topo do ranking feminino coroam um longo processo de recuperação da tenista russa. Em 2008, quando começou a sofrer dores no ombro direito, foi obrigada a se afastar das quadras. Ficou fora do US Open e perdeu a chance de disputar as Olimpíadas de Pequim-2008.
Após uma cirurgia no local, os resultados demoraram a aparecer. As temporadas de 2009 e 2010 foram recheadas de derrotas frustrantes e duplas faltas. Só em 2011 Sharapova voltou a ter os resultados que esperava. Foi à final de Wimbledon, mas perdeu para a tcheca Petra Kvitova. No fim do ano, uma lesão no tornozelo antecipou suas férias.
Em 2012, Sharapova vem sendo fantástica. Foi à final do Australian Open, mas perdeu para uma inspirada Victoria Azarenka. Também alcançou decisões em Indian Wells e Miami. Perdeu ambas, para Azarenka e Agnieszka Radwanska, respectivamente. Só no saibro é que os títulos reapareceram. Primeiro, em Stuttgart, onde derrotou Samantha Stosur, Kvitova e Azarenka. Depois, em Roma, onde superou Ana Ivanovic, Venus Williams e Na Li.
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